“No Haiti, Deus prova mais uma vez que não existe”.

Conversava com amigos sobre o assunto do momento: a tragédia do Haiti. Diante da angústia que aquele povo tem vivido a tempos, este terremoto não foi um presente aprazível para se receber da mãe natureza.

Nestes momentos o pensamento de crentes e ateus volta-se para Deus: Ele existe? Porque deixou isto acontecer? A jornalista Cora Rónai, esposa do irretocável cartunista Millôr Fernandes, escreveu:
“No Haiti, Deus prova mais uma vez que não existe”.

Em nossa conversa meu amigo soltou uma frase que me fez pensar: “Luciano, as catástrofes nos fazem ver que temos dado mais valor a esta vida efêmera e passageira do que à vida eterna e perfeita… Temos nos preocupado demais com esta vidinha medíocre e curta que temos aqui neste mundo”.

Concordo com meu amigo. Todos nós nos preocupamos demais com este mundo. Com as coisas deste mundo… Nosso carro, estudos, grana, saúde. Angustiamos-nos com as coisas que acontecem ou deixam de acontecer. Nos deprimimos com o insucesso profissional e ficamos ansiosos para não fracassarmos na família. Temos focado demasiadamente no temporal e nos esquecido que esta vida é uma pequena passagem se comparada com a eterna, a qual aguarda nossas almas, assim que vencer o prazo de validade deste corpo. Nós não somos nosso invólucro, mas sim nosso conteúdo: os sentimentos, também conhecidos como “alma”. O corpo acaba com a morte, mas a alma continua existindo para sempre.

Com relação às tragédias naturais, Jesus Cristo nos preveniu que este mundo é totalmente passageiro e que ele acabará um dia. Nos preveniu que muitos acidentes naturais aconteceriam. Tá lá escrito poxa! Nos preveniu sobre a nossa maldade, que continuaríamos fazendo guerras e promovendo fomes. Tudo isto já foi dito e escrito há dois milênios. Qualquer erudito não deveria se surpreender com acidentes naturais como este, pois, segundo Jesus, serão cada dia menos raros. Jesus é claro ao afirmar que este planeta está com os dias contados e os cientistas estão sendo forçados a acreditar nas palavras de Jesus Cristo e a replicar seu discurso apocalíptico, numa tentativa inútil de alterar a rota de colisão na qual a humanidade colocou o planeta.

Não tentemos entender o incompreensível para nós, mas aproveitemos estas oportunidades para exercermos misericórdia e amor ao próximo – mandamento de Jesus. Esta catástrofe é apenas mais uma oportunidade para vermos a fugacidade desta vida e darmos valor mais ao atemporal e menos ao passageiro e material. Este não é momento de questionar sobre existências divinas, mas mostrarmos o divino amor que há dentro de nós, caso haja algum.

Voltando à Cora Rónai, sua frase nos mostra como muitos enxergam Deus, mais ou menos assim: Se recebem talentos, qualidades e boas colheitas, agradecem à “mãe” natureza, que permitiu que coisas boas acontecessem nesta vida, mas se recebem enfermidades, limitações e catástrofes, deixam a mãe de lado e reclamam do “pai” criador, por ser um cara muito, muito mal… Esquecem-se que as bênçãos desta “mãe natureza” não subsistem sozinhas, mas na verdade esta mãe é serva do Pai Criador (Ui! Que machista!).

Como disse o superpaciente Jó, o cara que perdeu tudinho numa homérica tragédia: “Nu eu vim a este mundo, nu eu voltarei. Se eu recebi o bem de Deus, não haveria também de receber o mal? Deus deu, Deus tirou: Louvado seja Deus!”.

Sim, Cora Rónai mostra em seu comentário que está disposta a receber nada além do bem e do bom nesta vida fugaz. Escancara um conceito secular de que no sofrimento não há crescimento e que se o planeta está vivo (em movimento) é porque Deus só pode estar morto: O bem não procede de Deus, posto o mal existir. Paradoxos humanos… Sim, minha cara Cora, corra e clique agora neste link e descubra porque a existência de Deus apavora.

Todos estamos focados demais nesta efêmera existência para entendermos que o que virá depois será muito melhor – me incluo nesta turma, valeu?

Tem mais: há um discurso hipócrita da intelectualidade arrogante que prega antroprocentricamente sobre o viver bem, curtir as coisas simples da vida, não se apegar ao dinheiro ou à matéria, mas amar a mãe natureza e a natureza humana. Mas quando estas naturezas mostram suas garras – um terremoto ou um genocídio – dá nestas pessoas ódio contra quem eles sequer acreditam: Culpam Deus, a quem não atribuem mérito algum quando as coisas estão indo como querem, mas sobre quem destilam ódio, num processo psicológico de transferência, quando descobrem que eles não são seus próprios deuses.

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Para descontrair, um comercial estúpido mas engraçado.
Dizem que se Deus fez algo melhor que a mulher, ficou só pra ele. O que posso dizer é que, antes delas, Adão vivia uma vidinha muuuito parada…
O título deste satírico filme publicitário é “A cerveja deixa as mulheres bonitas”.

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