Processos de cicatrização de feridas.

Diversas são as classificações das feridas. Segundo o objeto que as causou elas têm formas diferentes.  Aquelas causadas por uma faca ou um bisturi, por exemplo, são compridas e tem as bordas lisas; as provocadas por uma mordedura de cão, irregulares; por um prego ou punhal, profundas. Todas podem ter uma curta ou longa extensão.

 

Elas podem ser feridas limpas ou infectadas. Esta exige mais cuidados.

Para cada tipo de lesão, um tipo de curativo, de medicação, procedimento: as lisas (facas, lembra?) as bordas são aproximadas por sutura (os famosos pontos); feridas irregulares (mordidas), não são fechadas, elas cicatrizam pelo que se chama por segunda intenção – saram de dentro para fora. E por aí vai.

 

Em toda ferida é verificado se ela está limpa, se não está com secreções, ou outras coisas que comprometem a boa cicatrização e conseqüente cura. Por vezes é necessário fazer o que é chamado de expressão: é exercida uma pressão procurando por secreções escondidas dentro da ferida (trocando em miúdos, a gente espreme a ferida); outras vezes, é preciso limpar cuidadosamente, diariamente, para retirar impurezas (as casquinhas de ferida). Dispensável dizer que esse processo de tratamento da ferida é demorado, meticuloso e, invariavelmente, doloroso.

 

Com o passar dos dias e a manutenção do tratamento, observa-se que tanto o aspecto da ferida torna-se bom, como a resposta dolorosa diminui e o procedimento fica mais rápido. Diversas vezes quando da boa, satisfatória evolução da ferida, durante a troca de curativos o paciente manifesta surpresa: já terminou? Nem doeu! De fato é mais rápido e menos doloroso.

 

Quando são encerradas as trocas dos curativos, devido a ferida estar quase totalmente cicatrizada, ela fica aberta, sem cobertura alguma (gaze ou esparadrapo).

A medida que ela melhora o paciente deixa de lembrar-se dela. Ah! Nem doeu hoje! Vixe! até esqueci isso aqui em mim…

 

Essas feridas são no maior órgão do corpo humano: a pele.

 

Agora, troque comigo o alvo dessa ferida: pele por alma.

Alma: centro das nossas emoções.

E o processo é igualzinho, igualzinho… …! Todas podem ter uma curta ou longa extensão.

 

Às vezes, a ferida é precisa como um corte; outras, dilacerante como que arrancado um pedaço por uma mordida louca; ou profunda que vai até onde a gente nem imaginava que pode doer…

 

Para elas serem tratadas o que se usa? Paciência, muita paciência. Amigos – os mais leais! Boa música, sossego. O Zeca Baleiro canta: “eu não quero ver você tomando ópio para sarar a dor”, é de dor visceral a que ele se refere. É essa a dor da ferida da alma.

 

E o mais importante: Fé em Deus! Essa intravenosa (é, na veia!), uso contínuo.

 

Fé em Deus, que sabe da agonia, da tristeza, e da angústia da alma. Certeza de que nesses terríveis dias Ele ouve, responde, livra da dificuldade. Que Ele acalenta o coração judiado.

 

E o processo de tratamento é semelhante.

Contudo, normalmente, o que se observa é que são feridas infectadas. (Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas. Salmo 38:5a)

É preciso sarar por segunda intenção e tratar espremendo, limpando, limpando… tirando qualquer foco de reinfecção até que não tenha mais nada que impeça a total cicatrização da ferida.

Esperar com paciência pela cura: sim o paciente precisa desenvolver a paciência. Precisa confiar no Senhor que “sara os de coração quebrantado, e lhes ata as feridas”. Salmo 147:3

Eu hoje fiquei tão contente e grata! Era quase final do dia quando, porventura, eu lembrei que tinha ferida.

Ah! Nem doeu hoje!?!? Vixe!  até esqueci isso aqui em mim!! Tal e qual a ferida da pele.

Colaborou: Rosa Maria Carvalho

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