INGRATOS DE TODO O MUNDO: UNI-VOS!

Tem aquela piada do cara que estava com o pé preso na linha do trem, quando este se aproximava rapidamente para atropelá-lo, desesperado, começa a rezar e prometer um monte de coisas para Deus, de pecados que abandonaria às bondades que faria. Prometeu ser um santo e coisa e tal, até que, em meio ao pânico, seu pé, milagrosamente, se solta dos trilhos. Quando ele se vê livre, sai correndo da linha do trem, olha pra cima e diz: “Pode deixar, Deus, não se preocupe mais, pois eu já consegui me soltar sozinho!”

A ingratidão é uma característica própria do ser humano e deve ser domada, posto todos nós sermos dependentes de outros, sobretudo, dependentes de Deus. Há pessoas obtém sucesso em suas vidas e se tornam vaidosas, soberbas ou arrogantes, eliminando espaço para a humildade e para a gratidão. Mas, para que a gratidão?

A gratidão é o reconhecimento de que todos somos limitados em nossa humanidade. Mas nossos dons e talentos não são propriamente nossos, são empréstimos de Deus.

Sucesso pessoal nunca é fruto único do esforço próprio, jamais podemos nos esquecer que se nossa vida é um sucesso, existe uma história a ser lembrada. Ser grato a quem? Ser grato à nossa família, que nos transmitiu experiências. Aos pais que nos educaram e mostraram o caminho do bem e do mal. Gratidão aos professores, pessoas de quem muitos sequer lembram seus nomes, mas que, apesar de terem estado em salas de aula muitas vezes apenas para receberem um cheque de fome mensal, nos transmitiram suas experiências.

Ser grato? Além da gratidão aos pais, familiares e mestres, deve-se ter gratidão a quem nos deu todas estas pessoas: Ser grato a Deus! Ele nos deu olhos que enxergam, ouvidos que ouvem, boca que fala, mãos que pegam e pernas que caminham.
Deus que nos deu cérebro que pensa, coração que bate e pulmão que respira.
Deus, que nos deu esperteza, destreza, inteligência, capacidade de raciocínio, estratégias mentais, boa memória, habilidade para argumentar e poder de convencimento.
É Deus que nos dá estas coisas.
Entretanto, há os que, mesmo sendo agraciados com todos estes presentes, não os reconhecem como sendo um dom de Deus, pensando serem frutos deles próprios ou frutos do acaso. Ingratos a Deus.

Dentre outras, o ingrato a Deus tem uma característica que lhe é peculiar: Tudo o que ele alcança considera sendo mérito próprio. Suas conquistas ele enxerga como fruto exclusivo de suas lutas. Deus? Um bufão que, caso exista, apenas deu corda no mundo e o soltou à sua própria sorte.

Contudo, este mesmo ingrato, que não reconhece em Deus as coisas boas, é o primeiro a amaldiçoar Deus pelas coisas ruins que recebe da vida.
Este ingrato é aquele cara que, quando alguém morre, diz logo: “Como pode Deus fazer isto?”
Quando perde o emprego, reclama: “Deus não liga a mínima para mim?”
Quando fenômenos da mãe-natureza destroem cidades inteiras, ironiza: “Como Deus deixa tantas pessoas morrerem soterradas? Este Deus é mal…”
Quando estão com um diagnóstico médico indesejado, pensam: “Deus, porque você me castiga, sendo eu tão bom…”
O ingrato não sabe agradecer o bem que recebe de Deus, mas sabe reclamar do mal que a vida reserva a todos.
O ingrato considera o bem e o bom como mérito próprio: o Criador, no máximo, assiste ao show.
Mas este ingrato considera o ruim e o mal, não como ação de suas más escolhas alimentares, más escolhas profissionais ou péssimas escolhas conjugais, mas, quando a coisa está preta, o ingrato se lembra de Deus para culpá-lo. Deus é lembrado somente quando a desgraça bate à porta.
Na lógica do ingrato, ele próprio encarna o bem e Deus encarna o mal.
Assim, o ingrato não considera as catástrofes naturais ação de um planeta vivo e em movimento, mas ação da maldade de Deus, um sádico cósmico, que se alegra em matar milhares de pessoas soterradas no terremoto da China. (Ah! Sim, nesta mesma lógica, para o ingrato, a extinção dos dinossauros também é culpa de Deus). O ingrato se considera melhor que Deus (leia sobre isto clicando aqui).
Não ser grato às pessoas que nos ajudaram, é como não ser grato a Deus, pois as pessoas são postas em nosso caminho por Deus.
Como aquele jardineiro que foi contratado para dar um jeito num terreno baldio. Ele trabalhou com afinco por meses, usou todos os seus talentos e habilidades, tirando as pedras, arrancando o mato, plantando flores e grama, até que, meses depois alguém admira seu novo e belo jardim e elogia: “Você e Deus fizeram um lindo trabalho aqui”, ao que ele responde: “Deus? Este trabalho foi todo meu! Você não viu quando Deus estava sozinho aqui, como isto era um lixo.”
Esta historinha parece engraçada, mas todos nós repetimos esta postura ingrata a Deus todas as vezes que recebemos qualquer tipo de elogio e não repartimos os méritos com Deus, dando também a Glória a Ele: “Se Deus não tivesse me mantido vivo, nada do que eu realizei teria sido feito.”
“Se Deus não tivesse me permitido estudar, se não tivesse me dado mãos ou se não tivesse me acordado hoje, nada disto teria sido realizado.”

Ingratidão é murmuração e soberba (leia sobre a soberba clicando aqui)

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Quando assisti este filme grego pela primeira vez tempos atrás, achei apelativo demais. Entretanto, não deixa de ser realidade o que ele mostra.

Ingratidão, impaciência, falta de amor?
Você decide.

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