Yoani Sanchéz, a verdade e a liberdade.

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Toda a celeuma envolvendo a visita da jornalista cubana Yoani Sánchez ao Brasil tem relação com a verdade. Afinal, o que ela fala em seus artigos sobre o seu país, Cuba, são verdades ou mentiras? Se forem mentiras, por que se tornou celebridade, posto a mentira com suas curtas pernas não sustentar-se ad aeternum? Se suas falas são verdadeiras, por que tais verdades são tão inconvenientes a ponto do governo ditatorial cubano negar-lhe liberdade de imprensa e de expressão? Os fãs sempre denunciam os críticos.

Há quase quatro décadas, Vladimir Herzog seguiu exatamente o mesmo caminho que Yoani Sánchez, só que no Brasil. Também jornalista, também vivendo sob um regime identicamente ditatorial, também produtor de artigos que criticavam as mazelas da ditadura, não teve a mesma sorte que Yoani Sánchez. Herzog foi morto aos 38 anos (mesma idade que Yoani faz este ano). A causa mortis de Vladimir Herzog foi falar verdades contra ditadores, claro que os ditadores e seus simpatizantes insistiam em dizer que era justamente o contrário: morreu por falar calúnias e mentiras demais. Os fãs sempre denunciam os críticos.

Há quase duzentas décadas, a história registrou outro protagonista que também viveu num regime ditatorial de opressão ao povo, que também falava o que pensava e não temia a força brutal dos ditadores de um regime autoritário.  Jesus Cristo, a exemplo de Herzog, também foi calado jovem. Os fãs sempre denunciam os críticos. Falava verdades demais, ou mentiras demais (segundo a opinião dos religiosos). Jesus não teve tanta sorte quanto Yoani, que encontrou liberdade de expressão e solidariedade internacional na força da internet. Assim ela expressa suas opiniões, que são mentiras para os de esquerda e verdades para os de direita.

A história nos aponta para o fato que perseguições ideológicas são mais frequentes contra pessoas que falam verdades e que denunciam disfarçadas mentiras oficiais.

Estes são três personagens que, em meio às suas brutais diferenças ideológicas, possuíam um robusto ponto de contato: pregavam doutrinas que denunciavam a cartilha ditatorial vigente.

Ideologia, eu quero uma pra morrer!

A verdadeira liberdade do homem não se encontra nas ideologias que foram batizadas genericamente como “de esquerda”. Tais comunismos, socialismos ou marxismos ocupam-se com uma utópica justiça compulsória, na qual a ausência de liberdades, as vendas e as mordaças são recompensadas com barriga cheia para todos.

A verdadeira liberdade do homem não se encontra no regime que a esquerda batizou de direita (o termo “capitalismo” foi criado por Karl Marx em sua obra O Capital, para definir o sistema econômico vigente desde sempre). O capitalismo, mesmo de braços dados com sua maior porta-voz, a democracia, jamais será capaz de dizer verdades, promover paz e dar liberdade verdadeira. A mais valia capitalista produz democraticamente muita pobreza e injustiça social mundo afora. Em nome do lucro sacrifica-se vidas. O deus “Capital” é reverenciado nos templos do investimento por especuladores, sacerdotes do capitalismo. Religião fedorenta.

“O mundo jaz no maligno”, afirmou Jesus Cristo. O mundo social-democrata também é mundo e também jaz no maligno. Capitalismos, democracias, socialismos, Hugos Chaves, Castros, Bush e Obamas, igualmente jazem no maligno. “Não há nenhum justo, nem um sequer!”. Lançar esperanças em regimes políticos e sistemas financeiros é inocência, para não dizer estupidez.

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, disse Jesus Cristo. Logo após, ele disparou sem dó: “Eu sou o caminho, a VERDADE e a vida”. A ideologia de Jesus é a verdadeira verdade e a única capaz de trazer qualquer esperança e qualquer alento. Desista das tolices das religiões evangélicas, católicas, budistas… Homens vigiando homens… Leis e proibições humanas, ditaduras religiosas, tão ineficientes quanto as ditaduras políticas.

Instituições não se convertem por força de decreto, o que se converte facultativamente são as pessoas. Transforme o coração das pessoas e a sociedade se converterá.

Em Jesus há liberdade para ser quem se é! Em Jesus há verdade e a verdade é esta: ame o seu vizinho igualzinho você ama a você mesmo. O amor é a única verdade capaz de emudecer as guerras ideológicas que emudeceram milhões, Herzog e tenta emudecer Yoani. Se há amor, há justa distribuição de recursos, há paz, respeito às opiniões, há tolerância religiosa, ideológica, racial e sexual. Se há amor, há verdade e liberdade.

 

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