A alegria não está nas coisas.

Não cansamos de buscar!

Se buscamos é porque estamos carentes. Todos somos necessitados. Alguns de comida, outros de abraços. O ser humano vive a sensação da ausência. Ausência essencial do Pai eterno, que sabemos que existe, mas não vemos. Que queremos tocar, mas não podemos fazê-lo fisicamente. Muitos se revoltam contra esta ausência e pela não democratização da bênção, como filhos revoltados, não querem qualquer contato com Ele. De fato, gostariam que Ele não existisse. Seria Ele um Pai ausente? Ou somos, muitos de nós, “filhos ausentes” transferindo responsabilidades?

Mas o buraco está lá, dentro de nós!

Na busca de suprir nossas carências, acumulamos.
Acuulamos relacionamentos, acumulamos bens. Acumulamos sonhos…

Se eu tiver um namorado, serei feliz!
Se eu tiver uma família, aí sim, serei feliz…
Este apartamento é tudo que eu preciso para ser feliz, como ele é.
Este carro me fará poderoso e, portanto, feliz!

Buscamos ansiosamente saciar nossas carências por meio de coisas e pessoas para sermos felizes. Mas alegria está dentro de nós, não fora.
Já disseram muitas vezes (e eu muitas outras já repeti) que a felicidade não é um destino a ser encontrado, mas uma forma de viajar.

Naturalmente que há ausências muito dolorosas e sim, suprí-las traz sensação de seguança. Portanto, nada como uma boa refeição ao faminto. Nada como um beijo apaixonado ao desiludido. Contudo, são sensações temporais e fugazes, posto não satisfazerem a falta essencial, que continuará lá. Falta de comunhão com o Pai.

De tudo o que carecemos, o que mais desejamos é a paz interior, capaz de nos trazer alegria e felicidade. Paz interior pode ser definida como a absolutacerteza de estar no lugar certo, na hora certa. Crer, pela fé apenas, que eu estou onde Deus quer que eu esteja. Crer, ficar em paz e não depender das circunstâncias externas para obter paz interna.

Não andem ansiosos por coisa alguma. Nem com o que haverão de vestir, nem com o que haverão de comer. Nem com quem haverão de viver. Deixe que o amanhã traga os seus próprios cuidados. Basta para cada dia o seu próprio dia, o seu bem e o seu mal.

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Filme muito antigo, contudo, ainda muito verdadeiro e inspirador.
Uma imperdível obra-de-arte.

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