QUEM QUER DINHEIRO?

Iniciei o meu último sermão pedindo para aqueles da platéia que “não querem dinheiro” que levantassem suas mãos. Ninguém levantou a mão. Fiz a pergunta seguinte, invertida: “E quem quer dinheiro? Levante a mão”. Bem, todos levantaram as mãos por uma questão de coerência, já que não a haviam levantado na pergunta anterior.

Tenho certeza que se eu tivesse invertido a ordem da pergunta e tivesse iniciado o meu discurso perguntando “Quem quer dinheiro? Levante a mão”, ninguém levantaria a mão, posto estarmos todos (eu incluso) presos à hipocrisia social e religiosa por meio da qual o dinheiro é coisa ruim, pertencente ao reino ou da carne ou do diabo. Portanto, dentro de uma igreja e para o pastor, não podemos assumir, assim, publicamente, que queremos dinheiro.

Dinheiro não é problema. Dinheiro é bênção! Com dinheiro compramos remédio! Com dinheiro compramos comida! Com dinheiro nos vestimos, nos divertimos, dormimos em colchões e com lençóis macios. Com dinheiro podemos nos locomover com mais facilidade… Podemos emprestar ao colega. Quem quer dormir no chão, com fome e dente? Não sei você, mas eu não tenho esta pretensão.

Se dinheiro é algo importante, porque a pseudo-humildade em dizer que não se quer dinheiro?

O apóstolo Paulo nos dá uma pista para tirar esta confusão de nossas cabeças. Paulo informa o seu pupilo Timóteo por meio de um “coaching” que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Sacou? O mal não é o dinheiro, mas sim o AMOR AO DINHEIRO, o que é bem diferente!

O problema não é ter ou querer ter dinheiro, mas desejá-lo além do razoável… É colocá-lo num pedestal existencial. Não se enxergar longe dele e querer acumulá-lo em função de um monte de doenças da alma: insegurança, ansiedade, exibicionismo, vaidade, soberba, e por aí vai! Pessoas fracas e doentes que precisam do dinheiro para mostrar ser o que, de fato, não são! Ou crentes que realmente não crêem em Deus. Pessoas que dizem serem seguidoras de Cristo e que dizem em Deus entregar seus destinos, mas que não crêem que Deus é o grande supridor e ajudador. melhor não confiar no Deus que sirvo. Portanto, com base na ansiedade e no medo do futuro, alguns crentes começam a acumular demasiadamente para o amanhã, esquecendo que caixão não tem gavetas, e quando despertarem em outra vida perceberão o tempo mal investido.

Deus se alegra em dar e em prosperar as pessoas. Conheço muitas pessoas financeiramente abençoadas, mas que não vendem sua alma ao dinheiro. Pessoas que têm dinheiro de sobra, mas que sabem que este é um bem passageiro e finito, portanto, procuram usá-lo para o bem.

Como é que usamos o dinheiro para o bem?

Paulo também nos dá outro ensinamento: “Deus ama a quem dá com alegria”.

Usar o dinheiro para o bem é dar, doar, distribuir, repartir e coisa e tal e tal e coisa.

É impressionante como as pessoas tem dificuldade de usar o dinheiro para o bem. Em sua maioria, as pessoas fazem doações de Natal e para o molequinho que pede uns trocados no semáforo. Enfim, dá-se o que não faz falta. Dá-se o resto… A quantia que sequer arranhará nossa “fortuna”. Isto não é fazer o bem ao outro, mas fazer o bem a si mesmo, posto a maioria das pessoas dá não para ajudar o próximo, mas para ajudar suas próprias consciências. Como? No sentido de que se eu dou, fico com a minha consciência limpa. Doar, neste caso, é um recurso usado para aplacar o sentimento de culpa de ter dinheiro. Assim, estou dando por amor a minha consciência e não para fazer o bem ao próximo, mas autorizando-me a ser vaidoso. Sinto-me autorizado a continuar acumulando ou a gastar com as minhas futilidades, afinal, já dei uns trocadinhos no semáforo e já mandei três cestinhas básicas para uma creche. Agora não mais tenho peso na consciência para esbanjar meu rico dinheirinho em prazeres fugazes e egoístas. Ou seja, com minhas doações, não estou ajudando a ninguém, mas estou, de fato, ajudando a mim mesmo: lavando minha consciência de qualquer culpa e tentando chantagear Deus! A minha doação não tem expressão de amor real, amor doador, mas é a pura expressão do egoísmo disfarçado de filantropia… Isto fede! Fede enxofre…

Veja que Paulo não disse que Deus ama a quem dá, mas sim que ama a quem dá COM ALEGRIA! O que é beeeem diferente!

Tem gente que dá por obrigação ou constrangimento. Mas tem gente que dá com alegria no coração, satisfeita por estar compartilhando algo que também recebeu.

E neste circo da vida, há muitos pseudo-pastores e pseudo-igrejas que também gostam muito de dinheiro! Que estão ávidos por angariar e dispersos para distribuir. Entretanto, ninguém que não dá com alegria está autorizado a falar mal desta turma, ou serão hipócritas.

Tem gente pobre de alma que só pensa em ficar rico e fazem de tudo para alcançar este objetivo: acendem velas, fazem despachos, vão às correntes de igrejas neo-pentecostais, jogam na cena, procuram pessoa “rica” para se casar… E por aí vai. Contudo, não estudam e não trabalham com afinco, sequer oram sempre para que Deus as coloque no lugar certo na hora certa, fazendo a suprema vontade Dele. Se Deus tiver para nós riqueza: que bom! Se para nós Ele tiver vida modesta: Que bom também!

Sabe para quem Deus dá com alegria? Para quem também com alegria dá! Quem tem a mão aberta para o próximo e para o Reino, tem o céu aberto em cima de suas cabeças, mas os avarentos possuem bolsos furados e vidas frustradas. O dinheiro, às vezes, até que entra, mas o vazio da alma continua, pois não há grana que nos compre a paz de espírito, pois isto é dom de Deus.

Como está escrito em segundo a Lucianocenses: “Faça o bem sem olhar para quem.”

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Para emprestar dinheiro… Os banqueiros fazem de tudo!

Para você saber o que eu acho de fazer macumba para ficar rico, não deixe de ler este outro artigo, clique neste link: http://www.cafecomdeus.com.br/promocao-pague-hoje-e-seja-salvo-amanha-quer-esta-rapidinha/

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