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EU QUERO DINHEIRO!

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E quem não quer? Muito ou  pouco, todos queremos dinheiro! Naturalmente que os mais hipócritas dirão que não: Eu não quero dinheiro! Pergunto: Como não? Se ele é papel de troca de praticamente tudo?

Quer uma vida simples? Apenas as roupas que precisa para cobrir-se e poucos móveis distribuídos num apertado quarto e sala… Sim, toda esta simplicidade só pode ser comprada com dinheiro. No caso, pouco basta.

Para saciar sonhos grandiosos de consumo ou satisfazer básicas necessidades vitais, dinheiro é o ungido pelo sistema (seja ele de esquerda ou de direita).

Dinheiro não é problema (como alguns diriam, é solução). Ter dinheiro não é nem problema e nem pecado! Ser rico não é pecado. Até mesmo porque, riqueza é um dos conceitos mais frágeis que há, posto o que para um é riqueza, para o outro, pobreza é. Um pobre cidadão monalesco é bem rico ao lado de um cidadão senegalês de classe média! Ao passo que um rico moçambicano, talvez não cause qualquer inveja num mediano cidadão belga.

Certa vez, Marina Silva me contou que quando ela era criança, morando e extraindo seringa lá pelos cafundós da Amazônia, rico para ela era o motorista de caminhão, que uma vez ao mês aparecia em meio às parcas estradas de terra para apanhar a produção mensal de borracha. Para uma adolescente que não via gente, dizia ela, aquele motorista de caminhão era riquíssimo: “Quem teria tanto dinheiro no mundo que pudesse comprar um caminhão?”, pensava.

Sim! Sua pretensa simplicidade e pobreza, para alguns, certamente riqueza é…

Sim! Sua riqueza que a você empáfia empresta, para alguns, certamente é pobreza “d’la Mairie D’Issy”.

No entanto, problema de verdade, mais que escassez ou prosperidade, é o amor ao dinheiro, como ensinou o apóstolo Paulo ao seu pupilo Timóteo:

“Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos.” (extraído do capítulo 6, verso 10, da primeira carta de Paulo para Timóteo).

Que fique bem definido: uma coisa é ter dinheiro (pouco ou muito), outra coisa é AMAR DINHEIRO (seja o pouco ou o muito que se tenha).

No contexto do “amor ao dinheiro”, possivelmente, muitos pobres – talvez até por não tê-lo em abundância – o amem mais que alguns abastados e, por isso, talvez mais longe da vontade de Deus estejam. Paradoxal!

O que define santidade, ou ética financeira, não é a quantidade de moedas que estão dentro do bolso, mas o tipo de relacionamento que temos com elas.

 

images                                                      RACHEI DE RIR DESTA IMAGEM (PARA NÃO CHORAR!)

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Adoro os versos do Frejat que dizem:

“Eu desejo que você ganhe dinheiro,
Pois é preciso viver também.
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem.”                                          (Frejat, em Amor Pra recomeçar)

 

Acordamos cedo, dormimos tarde, estudamos, concursamos, empreendemos, corremos… Sem dinheiro não se come. Mas se você não usá-lo como uma ferramenta existencial, mas amá-lo como um deus terrenal, certamente que o dinheiro se converterá de bênção para maldição. Não duvide que o amor a ele pode ser a fonte de todos os males na sua vida.

Não me interprete mal, pois não estou pregando vida monástica ou voto de pobreza (apesar de respeitar quem o faça). Eu mesmo me assumo que gosto dos confortos para os quais o dinheiro nos abre a porta. O que digo, de mim não o digo, mas repito. Apenas digo o que dito já foi: o amor ao dinheiro é a fonte (ou raiz) de todos os tipos de males e algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos.

Para não ficar enfadonho, vou poupá-lo (e encurtar este artigo) não desfiando todos os sofrimentos que muitas pessoas já causaram e passaram por correrem atrás de heranças, loterias, jogos e automóveis de luxo.

E para nos tirar da letargia existencial, vamos encerrar com uma fala do profeta desconhecido:

“Não se deixem dominar pelo amor ao dinheiro e fiquem satisfeitos com o que vocês têm, pois Deus disse: ‘Eu nunca os deixarei e jamais os abandonarei.” (Hebreus 13:5).

Vishhhh!!!

 

Luciano Maia

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Agora, com vocês, dois gênios do pop-rock brasileiro

 

 

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