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QUAL O LIMITE DO PECADO?

“Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista.” (Provérbios 3:21)

 

Você já deve ter ouvido falar que, na vida, é importante o equilíbrio (Lucas 7:33, Mateus 11:18,19, 2 Timóteo 1:7). Sabedoria milenar, é algo que permeia grande parte do pensamento religioso humano: cristão, espírita, judeu, muçulmano, hindu, taoísta, xintoísta, budista, panteísta, rastafari, voodoo… algum movimento dentre as maiores religiões ou filosofias de vida, em suas cosmovisões, ditam que a escassez é ruim, mas o excesso também.

 

Assim, não ter dinheiro é ruim, logo ter dinheiro é bom, contudo, ter dinheiro demais… aí já ficou ruim de novo. O que nos leva a perguntar: mas o quanto é “demais”? Qual a forma de reconhecer esse limite? Como saber qual é o ponto de equilíbrio?

 

Exceto para aqueles que fizeram voto de pobreza, todos buscamos ser prósperos financeiramente. Quem é comerciante quer vender muito, quem é advogado quer ganhar grandes causas, quem é escritor quer escrever um best-seller, mas parece que está no inconsciente coletivo daqueles que seguem qualquer código de ética religioso, que existe um limite que imaginamos que não deve ser ultrapassado. Esse limite não é um número absoluto, mas um valor individual, que se ultrapassar, o que poderia ser uma benção pode se tornar a própria maldição. E mesmo que para alguém sob um voto de pobreza esse exemplo não caiba, com certeza, se sustenta em outros aspectos de sua vida.

 

Mas então, qual é esse limite?

 

Durante o sermão da montanha, Jesus ressignifica a lei mosaica sob novo paradigma de elevada complexidade, a ética do amor de Deus (Mateus 5). Estabelecendo assim, o que nós, discípulos de Cristo, podemos considerar como nossa régua: para nós o limite deve ser aquele instituído por Jesus: o amor. O amor a Deus e ao próximo. Se ultrapassarmos esse limite, a riqueza passa a ser avareza, refeição vira gula, justiça vira vingança, a igualdade se torna inveja, o descanso vira preguiça, autoestima vira vaidade, sexo se transforma em luxúria (Romanos 13:13).

 

E para que, por exemplo, o sexo não se torne luxúria, basta buscar a castidade. E, meus irmãos, diferente do que pode achar o senso comum, castidade não é sinônimo de abstinência sexual. Castidade só significa privar-se de sexo no tocante a relações antes do casamento (e aí a castidade é tida como sinônimo de virgindade) e também quanto a relações extraconjugais, ou seja, o sexo não é um pecado em si, ele se torna pecado a partir do momento que ultrapassa os limites (Mateus 5:27,28, I Coríntios 7:9, I Tessalonicenses 4:7). A castidade é o que te aparta da luxúria, pois quando o sexo se torna luxúria, torna-se pecado. E, para o cristão, o limite da castidade, assim como os demais limites, é o amor.

 

E dizer que o limite entre castidade e luxúria é o amor, não significa que a esposa não pode vestir lingerie provocante para o seu marido, ou que só pode transar se for na posição “papai-mamãe”, ou ainda que sexo deve ser praticado apenas com objetivo de reprodução. Não é nada disso. Praticar sexo com amor significa abrir-se a uma intimidade verdadeira: sem medos, mentiras ou vergonhas. Significa desnudar-se não só das roupas, mas mostrar-se verdadeiramente àquele(a) com quem te tornas uma só carne. Significa ter fidelidade, cumplicidade e confiança. Significa conversar, compreender e respeitar.

 

Significa tocar com carinho, olhar nos olhos, entrelaçar os dedos. Significa querer dar prazer ao outro e não a si próprio – e mais que isso, significa regozijar-se no prazer do outro, tendo nisto o seu próprio prazer. Significa entender que o corpo da mulher muda após o parto. Significa entender que a testosterona diminui após os quarenta. Significa envelhecer juntos e se apaixonar pela mesma pessoa a cada nova primavera que passam juntos.

 

“Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela.” – Provérbios 5:18-19

 

Jesus nos chama a ser perfeitos como o Pai (Mateus 5:48). A sermos generosos, temperados, pacientes, caridosos, diligentes, humildes e castos. Ele nos convida a amarmos uns aos outros como Ele nos amou! (João 13:34). E se, pelo mover do Espírito Santo em nossas vidas, nós o fizermos, o nosso pecado se tornará cada vez menos frequente, cada vez menos danoso, cada vez menor, e menor, e menor… e nós estaremos cada vez mais distantes do mal, viveremos uma existência terrena mais feliz e estaremos mais próximos de renunciar a este mundo e aceitar as bençãos de Deus para as nossas vidas (João 3:16, João 8:11, Romanos 6:22,23, Efésios 2:8,9).

 

Stevan Maia de Camargo Corrêa

 

“Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.” (Hebreus 11:6)

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