UM NOVO BOM SAMARITANO?

Rubem Alves é um livre-pensador. Ele diz que : “Jesus sabia que as estórias são o caminho para o coração. Por isso contava parábolas. As parábolas de Jesus eram sempre feitas em torno de situações da vida naquela época. Se ele vivesse hoje suas parábolas seriam diferentes.” Assim, em 2004 ele propôs esta contextualização abaixo.
“O Bom Samaritano”
“E perguntaram a Jesus: “Quem é o meu próximo?“ E ele lhes contou a seguinte parábola:Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: “Vá passando a carteira“. O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.
Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um padre no seu carro, a caminho da igreja onde celebraria a missa. Vendo aquele homem caído, ele se compadeceu, parou o caro, foi até ele e o consolou com palavras religiosas: “Meu irmão, é assim mesmo. Esse mundo é um vale de lágrimas. Mas console-se: Jesus Cristo sofreu mais que você.“ Ditas estas palavras ele o benzeu com o sinal da cruz e fez-lhe um gesto sacerdotal de absolvição de pecados: “Ego te absolvo…“ Levantou-se então, voltou para o carro e guiou para a missa, feliz por ter consolado aquele homem com as palavras da religião.
Passados alguns minutos, passava por aquela mesma rua um pastor evangélico, a caminho da sua igreja, onde iria dirigir uma reunião de oração matutina. Vendo o homem caído, que nesse momento se mexia e gemia, parou o seu carro, desceu, foi até ele e lhe perguntou, baixinho: “Você já tem Cristo no seu coração? Isso que lhe aconteceu foi enviado por Deus! Tudo o que acontece é pela vontade de Deus! Você não vai à igreja. Pois, por meio dessa provação, Deus o está chamando ao arrependimento. Sem Cristo no coração sua alma irá para o inferno. Arrependa-se dos seus pecados. Aceite Cristo como seu salvador e seus problemas serão resolvidos!“ O homem gemeu mais uma vez e o pastor interpretou o seu gemido como a aceitação do Cristo no coração. Disse, então, “aleluia!“ e voltou para o carro feliz por Deus lhe ter permitido salvar mais uma alma.
Uma hora depois passava por aquela rua um líder espírita que, vendo o homem caído, aproximou-se dele e lhe disse: “Isso que lhe aconteceu não aconteceu por acidente. Nada acontece por acidente. A vida humana é regida pela lei do karma: as dívidas que se contraem numa encarnação têm de ser pagas na outra. Você está pagando por algo que você fez numa encarnação passada. Pode ser, mesmo, que você tenha feito a alguém aquilo que os ladrões lhe fizeram. Mas agora sua dívida está paga. Seja, portanto, agradecido aos ladrões: eles lhe fizeram um bem. Seu espírito está agora livre dessa dívida e você poderá continuar a evoluir.“ Colocou suas mãos na cabeça do ferido, deu-lhe um passe, levantou-se, voltou para o carro, maravilhado da justiça da lei do karma.
O sol já ia alto quanto por ali passou um travesti, cabelo louro, brincos nas orelhas, pulseiras nos braços, boca pintada de batom. Vendo o homem caído, parou sua motocicleta, foi até ele e sem dizer uma única palavra tomou-o nos seus braços, colocou-o na motocicleta e o levou para o pronto socorro de um hospital, entregando-o aos cuidados médicos. E enquanto os médicos e enfermeiras estavam distraídos, tirou do seu próprio bolso todo o dinheiro que tinha e o colocou no bolso do homem ferido.Terminada a estória, Jesus se voltou para seus ouvintes. Eles o olhavam com ódio. Jesus os olhou com amor e lhes perguntou: “Quem foi o próximo do homem ferido?“
Rubem Alves, julho de 2002
Vamos lembrar que para os Judeus, os Samaritanos eram considerados inimigos e indignos do Reino de Deus, por serem pecadores e hereges. Quando Jesus contou esta parábola, em sua versão original, ele ofendeu muitíssimo os líderes religiosos judeus ao sugerir que um Samaritano poderia ser “melhor” que um judeu religioso.
O que Jesus tentava ensinar é que todos somos pecadores e, mesmo aqueles que os religiosos consideram os piores pecadores, podem ser mais nobres que estes religiosos em algumas áreas de suas vidas. Ninguém é superior a ninguém, mas a Graça de Deus é tudo por todos!
Nos afastemos do pecado, mas amemos o pecador.

VOLUNTÁRIO OU DISCÍPULO?

Trabalho voluntário é toda atividade desempenhada no gozo da autonomia daquele que trabalha, sem recebimento de qualquer remuneração. O trabalho voluntário tem se tornado um importante fator de crescimento das Organizações Não Governamentais e graças a esse tipo de trabalho que muitas ações da sociedade organizada têm suprido o fraco investimento (ou a falta de investimento) governamental em educação, saúde, lazer, despoluição, etc.

Trabalho voluntário é uma coisa muito legal, apesar de poucos ainda se voluntariarem.

Domingo passado teve batismo na igreja. Foi um bebezinho realmente lindo. O Davi.
Uau! A casa estava cheia pois todos os amigos e familiares do Davi estavam lá para segurá-lo no colo, tirar fotos e alegrarem-se com esta data marcante. Tivessem ido todos os membros da nossa igreja e não teria cabido todos. Na semana que antecedeu ao batismo eu faleu com o administrador da igreja – que faz este trabalho de forma voluntária – que eu gostaria que as instalações fossem especialmente limpas em função daquele batismo que atrairia muitas visitas.

No sábado que antecedeu ao batismo eu estava viajando e chegou aos meus ouvidos que o Jeferson e sua esposa Kelly passaram toda a manhã de sábado organizando a igreja, limpando tudo, coordenando o trabalho de uma diarista que lá estava e juntos deixaram tudo perfeito. Além de adminsitrador voluntário de nossa igreja, o Jeferson é também pai de duas crianças, marido, empresário (possui dois negócios distintos) e seus pais idosos necessitam de cuidados e atenção especiais. O seu gesto me chamou a atenção…

Naquela manhã de sábado, o Jeferson poderia tem lavado seu carro ou tê-lo levado para o conserto. Poderia ter aparado o seu gramado ou feito uma visita aos pais. Poderia ter dormido até mais tarde ou ido ao parque com seus filhos ou ido para a “pelada” dos sábados ou posto sua leitura em dia ou… ou…

Refleti nisto e cheguei a uma conclusão: O Jeferson não é um voluntário. Ele é um Discípulo.

Diferentemente do voluntário, o discípulo é aquele que não apenas auxilia em determinada causa, mas aquele que traz para sí a responsabilidade da causa. Sim, é o nível de responsabilidade que define se uma pessoa é um voluntário ou um discípulo.

Se corrermos até os Evangelhos, veremos que Jesus não escolheu desocupados para serem seus discípulos. Aliás, em toda a Bíblia, todos os grandes personagens eram homens e mulheres ocupados e cheios de afazeres. Deus não gosta de desocupados e preguiçosos. Todos os que foram chamados por Jesus estavam em seus ofícios no exato momento do chamamento, não obstante, não hesitaram em se responsabilizarem por outra causa e estes caras causaram uma revolução na história da humanidade ao darem continuidade no projto do mestre.

O discípulo é aquele que possui alto grau de responsabilidade e comprometimento com uma causa. O discípulo compromete-se com os resultados. Um discípulo não faz tudo, não é perfeito, não é totalmente preparado, até porque é um aluno, um aprendiz, mas dentro de suas limitações e capacidades, não abandona o barco, não responsabiliza outros, não procura culpados e não empurra com a barriga. O discípulo é um adepto voluntário de um caminho muitas vezes involuntário.

O voluntário não entende que a missão na qual envolveu-se seja dele, mas sim que ele está auxiliando na missão do outro; apenas apoiando para que a missão alheia seja bem-sucedida.

Jesus não procurou voluntários, mas discípulos. Não esteve em busca de mão-de-barata ou de pessoas que “descem uma força” para ele, mas buscou e encontrou pessoas que se comprometessem com os resultados que ele proprunha. Pessoas que tomassem para si o desafio do discipulado.

Lembro-me do milagre da multiplicação dos pães. A única pessoa que se comprometeu foi um menino, que inocentemente entregou o Mc Lanche Feliz para o mestre, seus cinco pães e seus dois peixinhos, numa demonstração de comprometimento, desprendimento e discipulado. Naquele episódio, alguns se voluntariaram para buscar comida nalguma aldeia próxima, mas o menino sacrificou-se pelos demais. Ele foi um verdadeiro discípulo.

E você? Se espremer, o que é que sai?

Considera-se um voluntário ou um discípulo? Alguém que dá a sua contribuição para Deus apenas para tirar um peso da consciência e ganhar alguns pontinhos numa tabela imaginária e medieval, ou uma pessoa que está profundamente comprometida com o Mestre? Alguém comprometido com os resultados, o qual seja o Evangelho ser pregado e vivido para que pessoas tenham suas vidas transformadas, não momentaneamente, mas eternamente?!

As instituições humanas buscam voluntários.

Religiões buscam voluntários.

Jesus busca discípulos.

Onde você quer estar?

Luciano Maia. Publicado originalmente em 19 de março de 2009.

P.S.: Lá em nossa comunidade nascente, temos vários outros discípulos e discípulas que não foram registrados neste texto. Mas como verdadeiros discípulos, não buscam o aplauso dos homens, mas apenas servir ao Mestre, por isso, não ficarão aborrecidos por não terem sido aqui citados. Já os “voluntários”, são normalmente mais melindrosos e ansiosos por reconhecimento público. Onde você quer estar? Se espremer, o que é que sai?

_______________________O filme desta semana é muito legal (e com um atrilha sonora gostosa demais).

Signs (Sinais) é um singelo curta-metragem dirigido pelo australiano Patrick Hughes, conta a história de um rapaz solitário que vivia entediado e na rotina com sua vida e trabalho, até que um certo dia, na janela do seu trabalho, avistou em outro prédio uma linda garota e…
O filme concorreu no Schweppes Short Film Festival

Traduções para as placas que aparecerão, caso necessário:

  1. Take a photo = Tire uma foto
  2. I’m kidding = Eu estou brincando
  3. Nice 2 (to) meet u (you) = Prazer em lhe conhecer
  4. Nice to meet u 2 = Prazer em lhe conhecer também
  5. I have a secret = Eu tenho um segredo
  6. I was watching u first = Eu estava observando você primeiro
  7. Do u want to meet? = Você quer se encontrar (comigo)?
  8. I got promoted = Eu fui promovida
  9. We should celebrate = Nós deveríamos comemorar
  10. Absolutely = Concordo plenamente
  11. Do u want to meet ? = Voce quer se encontrar (comigo)?
  12. Thought you’d never ask = Pensei que você nunca iria perguntar
  13. Hi = Oi

SONHOS, ESPERANÇAS, AVIÕES E O TCHÊ!


*Luiz Carlos (o ‘Tchê’) e sua filha Jolly.

Um tema recorrente em meus artigos e reflexões é a esperança. Esperança que é filha do sonho e mãe da fé. Esperança que é a matéria prima da religião e nossa força vital. Sem ela, o sentido da vida afunila-se, ou, em alguns casos, desaparece.

 

Em nossa luta cotidiana, por vezes cruzamos com situações que podem drenar nossa esperança e com outras que podem irrigá-la de maneira soberba, permitindo que ela continue viva dentro de nós, dando frutos e mantendo nossa alma alimentada de amanhã.

 

Hoje eu recebi um email daqueles bem gostosos e emocionantes e quero dividir minha alegria com você; antes, porém, uma introdução.

 

Quando eu era jovem (algo em torno de vinte anos) conheci o Tchê. Ao contrário do que o apelido sugere, ele não era gaúcho, mas curitibano. Contudo, a ignorância dos seus colegas, crendo que o sul “e tudo a mesma coisa”, equivocadamente o apelidou de Tchê. Ele nem ligava.

 

Mas o Tchê tinha algo diferente de todos nós da turma: além de ele ser um filho adotivo, ele era também sonhador. Eu diria até sonhador demais. Amante da aeronáutica e das tecnologias aeroespaciais, ele vinha sempre nos contando novidades de alguma sonda da NASA ou sobre foguetes teleguiados, além de fazer caríssimas ligações internacionais para Cabo Canaveral, na Flórida, só para ouvir pelo telefone a contagem regressiva de lançamentos de foguetes. Meu Deus, os sonhos do Tchê, por vezes, nos pareciam alucinações.

 

Numa das conversas que eu tive a sós com ele, ele sentiu a liberdade de contar-me detalhes dos seus sonhos distantes e me disse: “Luciano, eu quero ser piloto de avião. Desde criança eu vou para o aeroporto para ver pousos e decolagens. Meu sonho e pousar um avião e minha futura esposa com minha filhinha irem me encontrar na descida da escada, na pista de pouso”. Nossa, que coragem alimentar contos de fadas, pensei.

 

Embalado por esta esperança, o Tchê não ficava parado esperando um brevê cair do céu, mas estudava inglês sozinho, pois sabia que o domínio deste idioma era uma básica condição para ser piloto um dia. Como auto-didata, tornou-se fluente nesta língua estrangeira. Eu ficava espantado, já que eu não tinha nem aquela força de vontade e muito menos a capacidade de sozinho aprender uma nova língua.

 

O tempo foi passando e ele foi buscando os cursos, as possibilidades, e fez de tudo para manter-se na indústria aeronáutica. Até que um dia tornou-se atendente no check-in de alguma já extinta companhia aérea. Eu admirava a força de vontade com que ele, cheio de esperanças, perseguia seus distantes sonhos. O Tchê mudou-se de cidade, eu casei-me e a inexistência de e-mails, aliado à escassez de celulares, fez com que perdêssemos o contato com o passar dos anos.

 

Quase duas décadas depois recebo o e-mail que cito no início deste artigo e sou brindado com a foto acima, que ilustra este artigo: Luiz Carlos Barilari Gomes, o Tchê, comandante internacional da TAM, ao lado da sua linda família, na cabine do piloto.

 

NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS, MAS TRANSBORDE-SE EM ESPERANÇAS!

 

Depois, nos encontramos e conversamos pessoalmente e por telefone e como é bom ver a manifestação da bondade de Deus na vida de uma pessoa. Quantas pessoas “não botavam fé” na realização do sonho do Tchê. Quantas vezes, mesmo eu, fui influenciado pelas opiniões de pessoas que achavam que o sonho do Tchê seria isto mesmo, um eterno sonho. O Tchê não é um cara perfeito, ao contrário, como amigo conheço os seus defeitos e os erros que cometeu em sua “carreira pessoal”. Enfim, somos todos humanos e “defeituosos”, contudo, que lindo assistir ao triunfo da esperança!

 

Tchê, meu amigo, que a graça de Deus seja abundante em sua vida e na vida de sua família e, continue sonhando sempre!

SABEDORIA: UMA RÁPIDA REFLEXÃO.

Acreditamos que o aprendizado pode resultar em conhecimento ou sabedoria. O conhecimento está relacionado às informações: fatos; números; datas; e teorias. Já a sabedoria é uma síntese de dados e experiências que nos ajudam a entender o sentido e o propósito da existência. Se o conhecimento responde a perguntas como “Quando aconteceu a batalha de Hastings?” ou “Como se faz suflê de queijo?”, a sabedoria aborda questionamentos como “Qual é o sentido da vida?” e “Do que exatamente preciso para ser feliz?”

A principal diferença entre conhecimento e sabedoria se resume ao tempo. Podemos levar uma semana para nos tornarmos conhecedores de determinado assunto, mas uma vida inteira para adquirirmos sabedoria com relação a ele. Ainda assim, embora nos esqueçamos com frequência do conhecimento que aprendemos, nunca esquecemos o que ganhamos por meio da sabedoria. Enquanto o conhecimento é específico – relevante apenas dentro de um contexto ou disciplina em especial–, a sabedoria é atemporal. O entendimento que ela dá sempre foi e sempre será relevante, porque nos oferece o segredo de como viver.

Os sábios têm uma ideia muito clara sobre a sobrevivência. Eles sabem o quanto as coisas podem dar errado e ainda serem – basicamente – “vivíveis”. A pessoa não sábia define que os limites de seu contentamento estão longe demais, e eles dependem de fama, poder, relações pessoais, popularidade e saúde. Quem é sábio vê as vantagens de tudo isso, mas também reconhece que, dali a pouco tempo, em um momento à escolha do destino, poderá ter de estreitar os limites e encontrar o contentamento dentro de um espaço mais limitado.

A história e os sábios estoicos nos incentivam a acessar algo de que precisamos agora mais do que nunca: o lado menos apavorados e mais resilientes de nós mesmos. Já existiram eventos muitos piores e, no final, tudo ficou bem.

Confira versículos bíblicos sobre a sabedoria:

Provérbios 2:6
“Porque o Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento.”

Efésios 5:15-16
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus.”

Tiago 1:5
“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.”

Tiago 3:17
“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”

Eclesiastes 7:10
“Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque nunca com sabedoria isso perguntarias.”

Colossenses 4:5-6
“Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.”

Provérbios 13:10
“Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.”

1 Coríntios 3:18
“Ninguém se engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio.”

Tiago 3:13
“Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria.”Salmos 90:12
“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio.”

O DIA EM QUE DEUS ME FEZ DE MARIONETE.

 

Eu era muito jovem e gerenciava uma pequena empresa de telefonia. Uns 25 funcionários. Já se passaram duas décadas ou mais. Numa daquelas tardes atarefadas nas quais o que menos queríamos era atender qualquer vendedor de qualquer coisa, pois as rotinas gritavam nas caixas de entrada, eis que um deles aparece, fala do seu produto e me encanta pelo baixo custo aliado ao grande valor agregado.

Tratava-se de um seguro de vida em grupo para os funcionários. Um seguro bem barato numa época em que seguro era coisa para ricos. Benefícios simples, mas um gordo montante para o caso de morte de algum segurado. Comprei a ideia, a vendi para a diretoria, implantei o benefício em trinta dias e todos ficaram felizes. No mês seguinte um dos melhores e mais jovem funcionário  – algo em torno de 23 anos –  veio a óbito como consequência de um câncer fulminante. Foi um choque. Inacreditável que aquilo tivesse acontecido. Até mesmo a seguradora suspeitou e chegou a enviar um emissário, de outra cidade, para averiguar a veracidade do fato e entregar o prêmio pessoalmente.

Desta forma, tive a oportunidade de conhecer a família do finado funcionário e arrepiei. Sua família resumia-se em sua mãe, a beneficiária do seguro. Uma senhorinha (bem senhorinha mesmo), com cara de judiada pela vida, tal que, pela profundidade das fendas faciais, deve ter tido aquele filho já em idade avançada. Não tinha marido. Não tinha mais ninguém. Tinha ela nada mais que aquele que se foi. Aquele que era seu arrimo e pagava as contas da casa da mãe velha.

O dinheiro que ela recebeu das mãos do emissário – não me lembro quanto – era uma bolada suficiente para sustentá-la por um tempo o qual, suspeito, fosse necessário até que ela eternamente visitasse o filho no mundo que não conhecemos.

Na sede da nossa empresa, numa pequena saleta de reuniões, ela assinava alguns papéis, chorava a morte do filho ao mesmo tempo que louvava ao Deus que não a deixou sem sustento financeiro. Aquilo me arrepiava. Eu percebi que eu era apenas uma marionete em toda aquela estória. Percebi que a decisão de contratar o seguro não foi minha. Percebi que o corretor de seguros havia feito o papel de um anjo ao entrar naquela empresa um mês antes. Percebi que aquela senhorinha crente, com um coque mal arranjado, tinha um Pai Celestial que cuidava dela. Percebi o sentido da palavra SOBERANIA. Sim, fui uma “marionete do bem”.

Naquele dia comecei a entender melhor as palavras de Jesus quando ele diz: “Não andeis ansiosos por coisa alguma. Nem pelo que havereis de vestir, nem pelo que havereis de comer, pois Deus tem cuidado de nós…”

Uma das frases mais repetidas na Bíblia é: “Não temas…”

Não venham me questionar porque Deus permitiu a precoce partida daquele moço. Não tenho esta resposta. Talvez jamais tenha. Contudo, uma coisa sei, Deus não permitiu  que aquela senhorinha, indefesa e só, passasse por dificuldade material maior.

(Não posso deixar de registrar que, pouquíssimo tempo depois, por razões que também não mais me lembro, a diretoria decidiu suspender este benefício…)

Vai entender o amor de Deus…

Luciano Maia

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E por falar em velhice… Um delicioso filme que nos faz pensar na vida.

MUDAS DE CRISTO

Há mais de 20 anos, morando em casas e chácaras, desenvolvi o gosto por plantas e jardinagem.

Experimentei plantar vários tipos de sementes e vi que cada uma destas tem suas particularidades quanto ao tipo de semeadura, muda, transplante, cuidados até que cumpra seu ciclo vital. Muitas árvores dão flores e frutos com ou sem sementes. Cada uma tem modo próprio de se reproduzir; algumas em curtíssimo tempo, outros, anos de espera até darem sua primeira produção de flores e frutos. Há plantas que não se reproduzem através de sementes, mas através de estaquia como pés de umbu, seriguela. A vantagem dessa técnica é que não precisam de tanto tempo para darem seus primeiros frutos. Um pé de jabuticaba leva cerca de 15 a 20 anos para frutificar, se for resultante de uma semente germinada. Já uma muda feita por estaquia de um galho que já frutificou, é possível colher frutos desta em apenas um ano.

Atualmente, estou fazendo estaquia de Sabugueiro e através disto, aprendi grande lição. Depois de várias tentativas e semanas e uns dois ou 3 meses de espera, na ânsia de ver brolhar os primeiros brotos, vendo aqueles gravetos secos, desistia de regar, arrancava essas mudas e as jogava no lixo. De uns tempos para cá, percebi que aqueles gravetos, apesar de secos, não estavam mortos como pareciam, mas na ponta enterrada surgiam pequenas radículas vivas e que aquilo poderia ser o resultado positivo da longa espera e dedicação regando o que não tinha vida aparente. Criei ânimo e, com determinação, continuei regando por semanas e mais semana até que vi surgir nova plantinha de onde não parecia mais haver vida. Com isso, não pude degustar o gostinho da vitória como até descobri uma possível nova fonte de renda.

Há uns 8 anos, morando numa chácara com imenso jardim, percebi que uma certa Tangerineira estava triste, dando poucos frutos. Apesar de serem bastante azedas, resolvi limpar o terreno ao redor dela para que pudesse eliminar o sufoco que a grama Batatais lhe fazia, roubando-lhe a força e o vigor, a impedir-lhe de fazer sua função básica que é dar frutos, segundo sua espécie. Quanto mais limpava o entorno de seu caule, mais profundo aquele emaranhado de raízes se fazia a se amarrar nas raízes do suposto pé de Tangerina. Há mais ou menos um metro e meio de chão abaixo, consegui livrar suas raízes do domínio das gramíneas e passei a aguar a árvore todos os dias e esta, me retribuiu na próxima colheita com centenas e centenas de limões, pois é na verdade um limoeiro exótico de agradabilíssimo sabor. Lembro de ter ouvido uma voz interior em alto e bom som a dizer-me: _ “Cuida bem de tuas raízes!” _ enquanto eu limpava o subsolo por baixo de seu tronco.

Relembrando isso tudo, me deparo meditando sobre essa experiência e que lições posso tomar para minha vida espiritual e terrena. Vivemos semeando a Palavra de Deus e percebemos que algumas pessoas as recebe de imediato e logo começam a praticar, mas por falta de profundidade na Palavra, ou morrem na fé, ou se tornam árvores estéreis. E nós, muitas das vezes desistimos de algumas vidas por acharmos que não vale mais a pena perder tempo com ela, quando na verdade não se trata de perda, mas de investimento que a curto, médio ou longo prazo nos renderá frutos em abundância para a Seara do SENHOR.

Quantos pseudo-gravetos deixamos sucumbir ainda em fase de gestação? O discipulado é a grande oportunidade de produzirmos frutos abundantes para ofertarmos ao SENHOR. É como produzirmos pequenas mudas de Cristo. É como plantar todos os tipos de sementes que cumprirão sua missão de crescer, se reproduzir e morrer. É como gerar, gestar um filho e cuidar deste todos os dias até que atinja sua maturidade. Temos que cuidar, adubar, aguar, podar, até que possam produzir frutos mesmo que aparentemente não vejamos o progresso.

Assim como as plantas crescem da raiz para o caule, o fruto da Seara de Cristo cresce de dentro para fora. Muitas vezes, as aparências enganam. Não podemos queimar etapas, mas cada uma das fases desse cultivo deve ser cumprida uma após outra até que consigamos alcançar o cumprimento de nossa missão.

Que o SENHOR nos abençoe e nos ajude a produzir frutos para a Sua glória!

Esmeraldo Bosco

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Significado de Estaquia: Substantivo feminino. Processo de multiplicação vegetativa das plantas, que utiliza segmentos de caules ou tanchões. Fonte: https://www.dicio.com.br/estaquia/

A FIGUEIRA FRONDOSA.

Sempre que ouço alguém dizer assim: “Eu sou uma pessoa verdadeira e transparente”, desconfio. Tem coisas que dispensam propaganda. Se alguém é de fato verdadeira e transparente, não precisa dizer, mas será naturalmente reconhecida por estas características. Quem sai em defesa de suas qualidades possivelmente não as tenham. Aquilo que sou é mais bem definido pelos que me observam, não por mim mesmo, posto sermos todos nós hipócritas.

Talvez os mais hipócritas sejam os que acabaram de discordar desta afirmação acima, já que ao discordar, estão, na verdade, elogiando a si mesmos.

A hipocrisia foi duramente combatida por Jesus Cristo, como sendo um dos piores vícios ou pecados. Os escribas e fariseus sofreram severa crítica dele por suas posturas tão semelhantes às nossas, cheias de fantasias exteriores. Máscaras.

A hipocrisia se define pelo indivíduo “duas caras”, mascarado, que diz uma, mas faz outra coisa. Atitude muito encontrada no meio político e também religioso, já que nestes meios circulam pessoas como eu e você.

O moralista francês François Rochefoucauld, desencantado com o gênero humano revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”. Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.

No capítulo onze do Evangelho de Marcos lemos que “… Vendo Jesus de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando nela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos.”

Jesus secou uma figueira. Amaldiçoou e secou porque foi até ela procurar figos e nada encontrou se não folhas. A figueira primeiro dá os figos e só depois nascem as folhas. Figueira com folha é figueira que deve ter fruto. Mas Jesus, com fome, encontrou uma figueira hipócrita. Linda, cheia de folhas, frondosa, mas que mentia. Tinha jeito de quem estava produzindo, mas nada produzia. Tinha aparência, mas não essência. Uma figueira mentirosa, fingida, mascarada por sua folhagem, com aparência de virtude, mas, uma propaganda enganosa. Uma figueira fingida: a síndrome da figueira frondosa. Por isso a figueira foi amaldiçoada, por despertar nas pessoas falsas expectativas e desejos que não poderiam ser satisfeitos, uma defraudação do faminto.

Jesus não amaldiçoou a figueira por ela não ter fruto e nem por ela não dar frutos. O texto conta que não era tempo de figos. Nem todas as pessoas darão frutos todo o tempo e algumas pessoas serão naturalmente mais frutíferas em suas vidas que outras pessoas. A questão não é dar ou não frutos. A questão é fingir que tem frutos.

Você não ser uma pessoa boa, não é problema para Deus, mas você hipocritamente fingir ser uma pessoa que de fato não é, isto é uma mentira que Deus não tolera: hipócrita! Quando vemos os perfis nas redes sociais descobrimos o quanto gostamos de nos pintarmos mais belos, cultos, “smarts” e antenados do que realmente somos…

Nossa objetivo deve ser, racionalmente, travar uma luta contra a “síndrome da figueira frondosa”. Não fingir ser o que, de fato, não sou, mas assumir-me em minhas fraquezas, medos, inseguranças, feiúras, burrices, egoísmos, arrogâncias, preconceitos… Lutando diariamente contra as minhas mazelas comportamentais e existenciais.

A Agonia das Decisões

Durante a maior parte da História, não tivemos escolha com relação à maioria das coisas em nossa vida. Só podíamos realizar um trabalho, que seria escolhido por nossa família. Só havia um pretendente com quem poderíamos nos casar e nossos pais o escolhiam. Só havia um grupo de pessoas nas proximidades e não dava para evitá-las. Não havia chance de morar em nenhum outro lugar, não era possível comprar muita coisa, não havia notícias de longe e pouca coisa para invejar ou ansiar. Não adiantava nem questionar se estávamos felizes; nada poderia mudar se não estivéssemos. As pessoas existiam entre muros muito firmes e restritivos.

A modernidade nos “libertou” em todos os níveis. Podemos escolher que trabalho queremos, casar com quem desejamos, pedir divórcio a qualquer momento, viver em qualquer lugar, questionar, não obedecer a ninguém. Parece agradável e, de certa forma, realmente é, mas também é um fardo muito pesado e, às vezes, quase intolerável. Nada disso é estranho; pertence às agonias da modernidade.

A boa notícia é que escolher e tomar decisões são coisas que podemos aprender. Entretanto, raramente damos ao ato de tomar decisões o tipo de atenção cuidadosa que ele exige. Quando nos deparamos com uma grande decisão, não temos rituais e procedimentos. Em geral, procrastinamos, nos apoiamos na pessoa mais próxima ou nos apressamos para chegar a uma solução não examinada. Felizmente, a tomada de decisões é uma habilidade como qualquer outra.

Mas, sempre devemos nos atentar que o principal inimigo das boas decisões é a falta de perspectivas suficientes diante de um problema. Deveríamos pensar de forma sistemática e detalhada em um desafio por seis ângulos diferentes: olhos do nosso inimigo, nossa intuição, a coragem, a morte, o cuidado e nossos pais. Esse exercício nos dará a noção de possibilidade de expandir a mente e abrirá um caminho para nos tirar da confusão atual.

Tome decisões analisando através de diferentes ângulos: Coragem, Intuição, Pais, Morte, Cautela, Perspectiva.

Deus nos dá muitas oportunidades na vida, mas muitas vezes nós não as abraçamos. Temos o livre arbítrio para escolher entre o bem e mal.

O sábio e o idiota. O certo e o errado. Temos livre arbítrio. Já disseram que a vida é feita de escolhas e também já disseram que todas elas têm 50% de chances de darem certo ou errado. Portanto, qual chave devo apanhar? Qual porta devo abrir?

Deus nos dá oportunidades, mas cabe a nós fazermos algo com elas. Você pode optar casar-se ou não com aquela pessoa que você escolheu. Separar-se dela ou não. Viajar ou não. Fazer administração ou teologia. Ser funcionário público ou da iniciativa privada…

Quais serão as melhores decisões? Na Bíblia encontramos a seguinte frase:

“AO HOMEM QUE TEME AO SENHOR,ELE O INSTRUIRÁNO CAMINHO QUE DEVE ESCOLHER.”Salmo 25.12.

Ou seja, a escolha é nossa, mas podemos contar com a ajuda Dele nos críticos momentos de escolhas. De fato, escolher é muitas vezes uma crise existencial. E você? O que acha disto tudo?

Luciano Maia em colaboração com TSOL.

RESILIÊNCIA NA PANDEMIA

Resiliência – Substantivo feminino

  1. 1.FÍSICA propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica.
  2. 2.FIGURADO (SENTIDO)•FIGURADAMENTE capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.

Quando nos vemos diante de um futuro difícil, é fácil ficar deprimido e não ter esperança. Mas uma das escolas de filosofia, o estoicismo, tem muito para nos ajudar a lidar com os tempos difíceis que estamos vivendo. Os estoicos amavam e desfrutavam a vida, e faziam isso sendo realistas sobre a imprevisibilidade da vida. Isso é o que significa ser resiliente. É a nossa habilidade – real ou percebida – de superar ou nos recuperar de situações difíceis, de dar a volta por cima dos problemas e entrar nos eixos outra vez.

Resiliência não é deixar para lá.” Nós simplesmente não conseguimos fazer isso depois de muitos eventos da vida – e nem deveríamos querer. Resiliência é sobre seguir em frente, aceitando a perda e a mudança. Mudança é o que mais estamos vivendo neste momento.

Nossa mentalidade – a forma como vemos ou abordamos o mundo e os problemas da vida – frequentemente determina nosso nível de resiliência e, portanto, como lidamos com mudanças e perdas. Desenvolver a resiliência frequentemente requer mudar pensamentos e comportamentos habituais: fazer mais o que aumenta a resiliência e menos o que a diminui.

A Resiliência é a habilidade emocional mais importante para nos ajudar a passar por momentos difíceis e uma das que mais pode contribuir para a nossa saúde mental. A boa notícia é que podemos aprender a desenvolvê-la, ficando mais fortes e confiantes.

Resiliência é a habilidade de aceitar perdas e mudanças e superar o estresse e os contratempos no trabalho, no casamento, na saúde, na vida…

As pessoas resilientes são capazes de se manterem com energia, saudáveis e produtivos ou retornar rapidamente a esse estado durante e após a exposição a eventos estressantes no trabalho. Elas aceitaram que toda mudança traz um pouco de perda e reconhecem a perda como parte natural de toda a vida profissional (e pessoal). A mentalidade de crescimento permite que eles se recuperem rapidamente após a perda. Suas estratégias para superar a perda e o estresse costumam incluir lembrar a si e aos outros de sucessos passados e considerar episódios estressantes como uma oportunidade para aprender.

Pessoas com falta de resiliência são mais propensos ao esgotamento ou a sofrer gravemente com perdas e estresse no trabalho. Altos níveis de pressão os distraem do trabalho e diminuem sua capacidade de concentração. Eles podem ter dificuldades para desenvolver a consciência dos sinais físicos de estresse e cuidar adequadamente do corpo. Além disso, podem achar difícil deixar de lado o que se perdeu e se apegar ao passado, demorando muito tempo para se recuperar de fracassos.

Vários heróis bíblicos possuem em comum o fato de terem demonstrado (ou aprendido a resiliência). Moisés foi um resiliente. E você? Será que Deus está trabalhando a fé e a esperança dentro de sua alma, transformando você em uma pessoa mais resiliente às intempéries da existência?

Luciano Maia, com colaboração de TSOL.

Não olha Pai…

Eu sorri e disse para ele que não era para ele encher o baldinho com água dentro de casa, porque a sua mãe não iria gostar e que esse ato iria ter as consequências, mesmo eu deixando de olhar.

Hoje eu fui tomar banho e John Victor, meu filho de 3 anos, também entrou banheiro para lavar as mãos, mas depois que ele lavou as mãos, ele queria brincar com água e encher um baldinho com água para brincar dentro de casa com a água, dai eu olhei pra ele e ele me disse: Não olha Pai!

Eu fiquei imaginando minha vida com meu Pai Celestial, o Deus criador de tudo, e quantas vezes eu olhei para Ele, como John me olhou e disse, Não olha Pai… Já disse para meu Pai celestial não olhar para mim, quando não estava mais querendo fazer parte da missão, quando não estava mais querendo ir `a igreja e ter comunhões com os irmãos, e mais outras vezes.

As vezes acredito que muitos de nós  somos como John Victor, e na inocência da nossa existência, não importando a idade que estamos, sempre seremos essa eterna “criança” diante de Deus-Pai, o Pai relacional, que está ali conosco, mesmo dentro do banheiro; nos acompanhando em todos os instantes das nossas vidas, mesmo nos momentos em que queremos, pecar, desistir, fugir, mudar de rota e mesmo quando pedimos para Ele não olhar para nós .

Não importa em que fase da vida você esteja, talvez em algum momento você já pensou em desistir, em não fazer o que Deus tem para sua vida, talvez já tenha abandonado o que Deus te deu para cuidar, como sua família, sua casa, sua empresa, seus amigos, sua igreja, mas mesmo assim, esse Deus Pai, amoroso, cuidador, relacional estará sempre ali presente para te orientar e te falar que mesmo que Ele não olhe, vai ter sempre a Mae-consequência, ali para te cobrar os resultados das suas escolhas, mas que essas consequências, não  serão castigo, mas apenas uma ordem natural da vida com liberdade para escolhas e consequências.

Joberson Lopes, Valparaiso de Goiás, 04/06/20.

Originalmente publicado em https://ferreirodedeus.com.br/