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O PARADOXO DAS LÁGRIMAS.

 

O verdadeiro sorriso nunca engana, ele é bem sincero. A externalização no rosto do que está acontecendo dentro da alma, refletindo pro mundo a alegria que inunda o ser. Mas o choro é diferente. O choro não é óbvio, sendo até paradoxal. Se o choro fosse uma pessoa, possivelmente ele seria diagnosticado com esquizofrenia, pois podemos chorar de dor, de tristeza, de angústia, medo ou fraqueza. Mas também podemos chorar de felicidade, emoção, alívio, gratidão, prazer… Acabei de cair no choro. Chorei como criança! Não me contive…

 

Fui um jovem que não chorava. Foram tantas as agruras da infância e adolescência que gastei meu estoque de lágrimas bem cedo na vida e por defesa da alma, acabei criando uma crosta bem grossa que impedia as emoções de brotarem à flor da pele, assim me identificava com os versos de Andrea Doria que dizia: “Nada mais vai me ferir! É que eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui e com a minha própria lei. Tenho o que ficou, e tenho sorte até demais…” (Renato Russo).

 

Mas houve um tempo em que estas lágrimas represadas na barragem da vida transbordaram sem controle, rompendo tudo, como em Brumadinho… Santo acidente, provocado pela descomunal força das águas do Espírito Santo. Voltei a chorar… Deus foi retirando aquela crosta de rejeitos da alma sofrida e de repente tudo correu, inundou e escorreu…. sem limites! Assim, me converti num chorão, até que aprendi com o próprio Espírito que já estava bom de extremismos… Autocomiseração também é uma doença. Por fim o efeito pendular (que me levou de um termo ao outro) foi se equilibrando, o pêndulo foi parando, fui me curando dos extremos.

 

Como disse, acabo de cair no choro! O melhor dos choros, que é o choro de alegria e emoção. Minha alma não conseguiu conter o que estava represado. Hoje é o oitavo dia que estou diagnosticado com COVID-19. Passei toda semana quarentenado no meu quarto, sem olfato, sem contato físico com minha esposa e sem visitas. Considerando as fatais notícias que lemos diariamente na imprensa, passei até feliz com os sintomas não tão severos. Estar trancado num quarto confortável com Whatsapp, Netflix e Youtube nos permite um nível de distração que a humanidade simplesmente desconhecia até ontem. “A vontade de viver mantém a vida de um doente, mas, se ele desanima, não existe mais esperança” (Provérbios 18:14).

 

Tudo transcorrendo tão bem que eu só agradecia a Deus entre os litros e litros e litros de água para manter-me bem hidratado. Desci para me aliviar e… Pimba! Senti o mais maravilhoso dos aromas que a minha memória poderia alcançar… Chegou às minhas narinas o indescritível cheiro do almoço que Simone preparou pra mim. Bateu forte, intenso, agudo. Como eu jamais tinha observado ou apreciado. Mesmo com a máscara, o cheiro dos temperos foi tão abundante que o senti no mais profundo do meu cérebro… Inexplicável! Como se nunca tivesse sentido aqueles aromas antes! Narina virgem. O cego que enxerga pela primeira vez! Invadiu-me completamente! Instantaneamente, sem controle, como criança, caí no berreiro! Emocionado com aquele cheiro sublime, magnífico, excelso, supremo, extraordinário, glorioso, milagroso, prodigioso! Sim… Me falta um adjetivo superlativo que exprima o que senti! Transbordei em lágrimas… Talvez por lembrar dos muitos que não tiveram o mesmo fim e já estão noutra vida. Talvez por perceber que sobrevivi a esta doença cruel. Ou talvez apenas pelo simples fato de constatar que a vida é muito, muito simples… E que sentir cheiro é algo inestimável, que no cotidiano, nem sempre prestamos a atenção devida. A vida é um milagre!

 

“Existem apenas dois modos de viver a vida: um é como se nada fosse milagre; o outro é como se tudo fosse um milagre. Eu acredito no último.”

Albert Einstein.

 

Sou um cara que presta muita atenção na existência. Reflito nos detalhes. Curto os prazeres da vida profundamente. Não morrerei com a culpa do pecado de não ter curtido o dom da vida, presente que Deus nos deu!  Aproveito do sexo intensamente. Curto sem reservas os aromas de uma taça de vinho. Aprecio cada o pôr-do-sol como se fosse o último. Deixo meu corpo vibrar na batida e nas notas musicais de canções profundas. Não deixo de criar oportunidades para degustar o hoje, como se fosse o meu último dia. Papai do Céu sabe que estou prontinho para morrer, hoje. Se ele me quiser lá com Ele: bênção! Se ele quiser me deixar aqui mais uns quarenta anos: bom também! Hoje recebi uma daquelas recicladas mensagens de auto-ajuda de internet declamando que “nós temos que aproveitar mais a vida…” Nem lí até o final e proferi em voz alta: “Nós não! Fale por você! Eu já aproveito a minha vida!”

 

Deixo a COVID-19 de forma óbvia – pronto para cumprir ainda mais severamente a instrução bíblica:

“Portanto aconselho que se desfrute o melhor que a vida pode proporcionar, porquanto debaixo do sol não existe nada mais feliz para o ser humano do que simplesmente comer, beber e alegrar-se. Essa é a felicidade que nos ajudará a superar os difíceis dias de trabalho durante todo o tempo de vida que Deus nos conceder debaixo do sol!”

Eclesiastes 8:15.

 

Luciano Maia

Outono’21

 

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A Juventude da Fé

A fé, em geral, é um ponto de apoio, espécie de porto seguro. Mas, para além disso, ela é a capacidade de sermos usados como agentes de Deus nas relações interpessoais.

Em outro aspecto, a juventude tende a fragmentar-se em várias “tribos”, que buscam pela genuína felicidade que não necessita de registro (#postei) e sim de vontade de vivê-la. Desse modo, para o Reino, quem pode gerar um impacto maior: A Juventude da fé ou a Fé da juventude?

Como um “cristão de berço”, sempre me pego nesse dilema, visto que Cristo demonstrava a sua juventude através da propagação das Boas Novas. Fico fascinado como a mensagem propagada por ele foi capaz de transcender e alcançar vidas até os dias atuais. Como é magnifico ver que uma mesma narrativa possa atingir diversas “tribos”, sendo apropriada por elas e transformando-as ao mesmo tempo. É  simplesmente algo único! Uma verdadeira clausula pétrea na lei da vida.

Acredito que devemos adotar a Juventude da fé, pois nos permite transbordar a essência da luz do mundo e sal da terra, mesmo sem falar explicitamente das boas novas, o cristão irradia sua convicção de fé para tudo e para todos a sua volta. É algo que se une ao seu modo de ser.

Deste fato surge a questão mais importante de um jovem, a necessidade de pertencer ao momento único, viver e vivenciar. A forma mais simples e prática de superar essas necessidades é fazer amigos, criar o seu networking. Desse ponto, o papel do ser cristão passa por sua guinada significativa, dando origem ao ser missional.

A missão visa muito além de apenas propagar o evangelho. Tem a essência na conexão interpessoal (vínculos, intimidade). Tenho como convicção que a vida é feita por ciclos, que no decorrer dos anos se alteram, causando pequenas mudanças, as quais se refletem na essência de quem somos e como expressamos nossa fé.

Quando começamos na caminhada, fixamos nos famosos sábados, domingos, feriados ou dias especiais para cada religião. Mas, com o passar do tempo mudamos o nosso ciclo para começar a desenvolver um ministério ou até mesmo só ter um pouco de conhecimento de a respeito da fé. Depois, rompe-se este ciclo e surge o dos questionamentos ou para outros a propagação das boas novas.

Esse último ciclo não é o derradeiro da caminhada cristã, mas é o mais importante no meu ponto de vista. É justamente ele que causa o abandono ou rejeição à caminhada, uma vez que os questionamentos para jovens “cristãos de berço” surgem como barreiras para a realidade do cotidiano e a realidade da sua criação, fazendo-o se defrontar a cruz ou a espada, literalmente.

Por outro lado, aqueles que vão ainda “verdes” na postura missional causam a repulsa por parte de quem não tem intimidade com Cristo ou que perdeu o seu Norte na caminhada, retomando novamente ao ciclo dos questionamentos.

Questionar faz parte do ser humano! Tudo que fazemos se esbarra, mesmo que inconsciente ou indiretamente, em um questionamento. Esta é uma característica da natureza humana. A partir dos questionamentos e após o apogeu da juventude, vem a temida e cobiçada “maturidade”. Ser maduro é algo único para desenvolver todas as áreas da vida, nos permite identificar os momentos adequados para dialogar, se fazer presente, se fazer ausente, se impor isso revela que o ser humano é um ser social dependente de pensamentos e ações.

Logo, a Juventude da fé deve se basear na busca por relações reais e únicas, essa definição corrobora a representação do ser missional. Por isso, sempre que tomar a decisão de buscar essa terminologia deve ter a consciência da sua maturidade e buscar sempre o crescimento. É nítido que ao mesmo tempo que acrescentamos ou que entramos no ciclo da vida de outra pessoa somos impactados, as vezes de formas incalculáveis! Então, desejo que consigamos ser jovens fervorosos, a fim de desfrutar os momentos únicos e genuínos de alegria nas relações.

Por Alexandre Marques Leite

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SABE O QUE É IDEAL PARA VOCÊ?

A música Ciranda da Bailarina da Adriana Calcanhotto (você poderá ouvi-la no fim deste artigo), além de muito lindinha, é um expoente idealista. Todo mundo tem defeitos, fedores e coisas feias, menos a bailarina. A bailarina é o ideal de pessoa: linda, limpa e cheirosa. A música é uma deliciosa ironia e de forma bem humorada trata do aspecto superlativo no mundo infantil: criança constrói personagens ideais e perfeitos, baseadas em seus sonhos, desejos e projeções inconscientes.

O idealista é deveneador, sonhador, platônico, ingênuo, romântico, lírico e, por que não, um visionário. Até certo ponto, o idealista consegue ser feliz, pois se recusa enxergar a vida pelas cruas lentes da realidade, mas prefere fantasiar que tudo é melhor a que parece, ou que será muito melhor que talvez venha a ser. O idealista só enxerga o que quer ver. Neste contexto, todos nós somos, em maior ou menor grau, idealistas. De fato, alguns idealistas pensam que são otimistas e alguns que se definem como otimistas, não passam de idealistas.

Depois de muitos anos vendo os desenhos da Disney, algumas garotas (e até mulheres) sonham com um relacionamento ou casamento que seja tal qual conto de fadas. Isto não é ruim, desde que se tenha a perfeita noção que contos de fadas não existem.

Há pessoas que eu conheço que estão infelizes sem namorados ou namoradas e só assim estão porque idealizaram namorar com pessoas que não existem na vida real…

Mulheres que eu conheço e que estão infelizes no casamento, só assim estão porque idealizaram um marido que não existe. Sonharam com o príncipe da Disney, que não ronca e nem flacta. Contudo, como diz a canção: só a bailarina é que não tem piriri!

Como já foi dito: quanto mais altas estiverem as expectativas, maiores serão as frustrações. (Se quer saber mais sobre expectativa, clique aqui. Se sobre frustração, clique aqui ).

Muitas pessoas estão infelizes no trabalho porque planejaram um mundo profissional ideal, sem chefes chatos, com aumentos salariais perpétuos e promoções compulsórias. Um mundo profissional onde a competição seja honesta. A partir deste ideal, constrói-se um fértil terreno para infelicidades persistentes e frustrações consistentes, já que o ideal não está no mundo profissional real, mas apenas no mundo das ideias.

Nossa sociedade tem construído adultos infantilizados.

Um aspecto recorrente que me chama atenção no comportamento de Jesus de Nazaré (narrado nos quatro Evangelhos canônicos) é sua capacidade de “dar a real”. Ele não enfeitava! Ele não inventava. Não tentava fazer da vida um Facebook cheio de fotos sorridentes, quando, na verdade, temos chorado escondido pelos cantos da vida: um retrato da alma.

Jesus chamou a adúltera de adúltera.
Chamou o religioso de hipócrita (que não vive o que prega).

Chamou os duvidosos de homens de pouca fé.
Mandou pagar impostos (dar a Cézar o que é de Cézar), sem relativizar o roubo ao Estado. Não é porque o Estado é pecador que tenho o direito de também o ser.

Jesus disse a Pedro: “Arreda Satanás!”, sem medo de ofendê-lo e perder um seguidor importante.
Jesus dava a real situação, sem enfeites.

Contudo, uma vez denunciado o pecado, encarado o defeito ou ensinada lição, Jesus sempre perdoou a adúltera, segurou na mão do que não tinha fé, retirou a moeda do imposto da boca do peixe e reconheceu o discernimento do Espírito Santo na vida de Pedro. (Só para o religioso hipócrita que não teve solução… Hehehe).

Jesus mostrava pecados, defeitos e problemas de maneira tão contundentemente cruel, quanto logo produzia soluções tão amorosamente constrangedoras. Ele nunca quis expor ninguém, mas tratar problemas reais com soluções reais. Os psicólogos dizem que somente conseguimos vencer um trauma quando entramos em contato com ele.

Ao contrário do que possa parecer, Jesus não era um religioso idealista, que sonhava com situações fantasiosas perfeitas ou pessoas sem pecados, mas sim um mestre realista, que lidava com pessoas reais, problemas reais, fedores reais e ensinava todos que, com Deus, poderia haver esperança, pois milagres são como problemas: reais!

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“Ciranda Da Bailarina” – Intérprete: Adriana Calcanhotto.

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga,
tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem
um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente

Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem
um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem,
todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem…

(Chico Buarque / Edu Lobo)

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EU SEI DE TUDO SOBRE VOCÊ!

Quanto de verdade há em minhas palavras?
 
 
Muitos de nós (eu incluso) tratamos nossa imagem pública assim como cuidamos de nossas casas, carro e roupas. Queremos sempre manter a casa limpa para que as visitas tenham uma “boa impressão”.
 
Quanto mais bela a aparência, melhor a reputação.
 
 
Mas esta beleza externa nem sempre representa o que está realmente acontecendo nos bastidores da alma. Uma casa limpa pode não refletir uma lar em harmonia. Um carro bem encerado, pode não significar prestações do financiamento em dia e roupas novas, limpas e cheirosas podem esconder uma personalidade vingativa ou um coração sujo e amargurado.
 
Nem sempre podemos e queremos mostrar os bastidores das nossas vidas, assim, pintamos o exterior de cores belas.
 
Mas se todos os segredos das nossas vidas fossem revelados, arrisco afirmar que todos morreríamos de vergonha, posto que todos temos capítulos da vida com o selo “confidencial”… São os nossos “pecados ocultos “.
 
 
Temos vergonha dos nossos erros.
Vergonha das nossas mentiras.
Vergonha do que pensarão sobre nós.
Vergonha da verdade, por isso, mentimos e usamos máscaras. (para saber mais sobre as nossas MÁSCARAS, clique aqui).
 
 
Escondemos nossos erros dos outros e nos escondemos de nós mesmos. Quanto mais uma pessoa precisa dizer que é boa, saiba, mais coisas feias e ocultas há. Quanto mais inseguros com relação ao amor de Deus por nós, mais nos escondemos nas leis, usos e costumes, tentando “ganhar” a simpatia de Deus não pelo amor, mas pelas regras, como se um bom comportamento social ou religioso fizesse alguma diferença para Deus.
 
Deus não nos ama pelo que somos ou fazemos, Ele nos pelo que Ele é!
 
Deus não é regras, “Deus é amor”.
 
Por isso, fale a verdade, se não para os outros – já que é difícil demais – ao menos fale a verdade pra Deus.
 
Acha Ele um carrasco? Conte isto a Ele.
Acha Ele injusto? Discuta isto com Ele.
Acha que Ele ama mais o seu vizinho do que você? Não esconda seus sentimentos.
 
Nada melhor que uma conversa franca com Deus, sem máscaras, sem mentiras, sem vexame, afinal, Ele sabe tudo o que você tem feito escondido… Não tenha vergonha.
 
Sim… Importante lembrar que Jesus não gozava de boa reputação, nem com o Estado, nem com a “igreja”. Mas a relação dele com seu Pai era bem franca.
 
 
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Agora, um texto de um dos maiores empresários brasileiros de todos os tempos.
 
Vai Chover?
 
Antonio Ermírio de Moraes – Revista Exame
 
Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena: Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali. Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta: – Será que vai chover hoje?
 
Se você responder ‘com certeza’… a sua área é Vendas: O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.
 
Se a resposta for ‘sei lá, estou pensando em outra coisa’… então a sua aérea é Marketing: O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.
 
Se você responder ‘sim, há uma boa probabilidade’… você é da área de Engenharia: O pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.
 
Se a resposta for ‘depende’… você nasceu para Recursos Humanos: Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.
 
Se você responder ‘ah, a meteorologia diz que não’… você é da área de Contabilidade: O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.
 
Se a resposta for ‘sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuvas’: Então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.
 
Agora, se você responder ‘não sei’… há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando a diretoria da empresa. De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder ‘não sei’ quando não sabe. Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.
 
‘Não sei’ é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão. Parece simples, mas responder ‘não sei’ é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa.
 
Por quê? Eu sinceramente ‘não sei’.
 
Antonio Ermírio de Moraes
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Um comercial da Pepsi americana, muito engraçado, que enaltece as vantagens de uma mentira bem contada numa entrevista de emprego. Já ri demais com isto!
 

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PERSISTÊNCIA.

O mulato* Barack Hussein Obama III conseguiu um feito inédito. Como primeiro mestiço a ocupar a Casa Branca, a fez negra, abrindo caminhos para que em breve ela seja também oriental e quem sabe até silvícola. Apesar do maciço apoio da mídia, intelectuais e artistas (o que deu todo o charme necessário ao candidato) Obama jamais chegaria lá sem persistência, pois sabemos que os obstáculos que a vida impôs a ele não foram poucos nem pequenos. Este mérito é dele.

Outro presidente, também mestiço, presenteado com uma vida ainda mais dura e mais recheada de obstáculos, que nem sempre obteve apoio tão óbvio da mídia, também foi muito persistente. Quando muitas achavam que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva seria um perpétuo fracasso, ele leva… Leva e faz história. Que persistência este garoto pobre teve…

(Não faço aqui, óbvio, apologia a partidos, candidatos ou plataformas políticas, mas apenas faço uso destas duas ilustrações contemporâneas de grande persistência.)

A palavra persistência tem estado tão persistente em minha mente nestes últimos dias que irei refletir um pouco mais nela.

Grandes homens e grande mulheres possuem muitas características em comum, sendo que uma delas é a persistência. Ninguém que realiza um grande feito, seja qual for, o realiza sem persistência, desde manter um matrimônio vivo, até erguer um império ou uma ONG.

Na vida, sempre encontraremos obstáculos. Eles fazem parte dela. Como diz um amigo: “Os problemas são inerentes à vida”. Sim, eles somente se esgotarão na morte. Posto que não queremos morrer, devemos aprender a viver com problemas, dificuldades e obstáculos. Eles simplesmente existem, aparecem, surgem volta e meia. Para vencê-los é necessário persistência. Persistir na vida. Persistir em viver.

De fato, a vida não é um conto de fadas, mas a persistência pode transformar um terreno baldio num jardim. Todo jardim é fruto do árduo trabalho de alguém – ele não se forma sozinho. Jardins atraem borboletas – já disseram. O belo nunca se forma sozinho. Filhos não se educam sozinhos, mas pela persistência dos pais. Até o idílico pôr-do-sol foi feito por alguém – nosso Pai.

Sem persistência não haveria evolução humana e você não estaria lendo estas minhas palavras transformadas em bits e bites e convertidas em imagens até centenas de quilômetros distante de mim.

Jesus nos diz que se não formos como crianças, não alcançaremos o Reino Eterno. (Aqui o paradoxo cantado em verso e prosa: “Todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer morrer).

Jesus ensino que o Reino Eterno pertence às crianças. É delas. Se a elas nos assemelharmos, poderemos obter um quinhão. Muitas são as qualidades de uma criança que devem ser imitadas pelos adultos: facilidade em perdoar, facilidade em não guardar mágoas e rancores, alegria com pouco… Mas dentre outras, uma qualidade há que me chama atenção: persistência!

Criança é persistente. Caso contrário, a humanidade ainda estaria engatinhando. Mas a criança não desiste de tentar andar, mesmo levando tombos e mais tombos e até ferindo-se. Quantas vezes nós, adultos, desistimos de um sonho já nos primeiros tombos ou obstáculos… Quantas vezes achamos que a vida é uma aventura apenas para profissionais e não para amadores, como nós.

As crianças são seres super interessantes, fantasticamente simples, mas persistentes… Devemos nos espelhar nelas, aprender com elas, como ensinou Jesus, pois elas não se deixam parar pelos obstáculos, não se deixam parar por nada. Somos todos resultado de crianças persistentes. Eu ando, você também fala… E fizemos isso erro apos erro até chegarmos aqui para escrever ou ler este texto.

O livro intitulado “Eclesiastes”, escrito há quase 2.500 anos atrás, cuja autoria é dada ao Rei Salomão, fala muito da persistência e nos dá orientações práticas. (Alguns vêm nestas orientações sabedoria, as seguem e acabam por receber uma vida mais legal. Outras perdem muito tempo tentando convencer outros que não foi o Rei Salomão quem escreveu estas palavras… Por uma irrelevância, perdem oportunidades!)

No capítulo 11 deste livro podemos ler: “Quem fica esperando que o vento mude e que o tempo fique bom, nunca plantará nem colherá nada”… “Semeie de manhã e também de tarde porque você não sabe se todas as sementes crescerão bem, nem se uma crescerá melhor do que a outra.”

Semeie! Seja persistente.

Se há uma semente que jamais dará fruto é aquela que não for plantada. Plante!

Semeie em sua vida de manhã e de tarde. De alguma semente o fruto virá. De iniciativas em sua vida conjugal, profissional, emocional ou espiritual, frutos serão colhidos. A despeito dos obstáculos, seja persistente.

A persistência é mais importante do que a motivação, pois a motivação é aquilo que faz com que você queira algo e corra atrás dos seus objetivos, já a persistência faz com que você não desista. Existem muitas pessoas motivadas, mas poucas persistentes. Quantos começam um curso de idiomas, um regime, um projeto e ao primeiro obstáculo, desistem.

O teimoso insiste no erro. O persistente muda a fórmula. O teimoso é um obstinado, quase irracional, não sabe ler as dicas da vida e de Deus, teima no erro.

O Persistente sabe que sementes são feitas para germinar, por isso é perseverante.

No passado, dei muitos cursos para equipes de vendas. Apesar de que a moda neste setor é falar sobre “motivação”, sei que a persistência é que faz a diferença entre um vendedor ou empresário de sucesso e os demais.

Não tenha medo dos obstáculos, pois o medo paralisa.

Há um pensamento que diz que nos portos os navios ficam seguros, mas não foi para isso que eles foram feitos. Precisamos içar as velas e ir para o mar… Escolhendo as rotas e até alterando-as, mas sempre indo, com persistência, em direção a coisas boas e modestas. Não precisamos descobrir a América ou um novo caminho para as Índias. Basta curtir a viagem.

Abril/2011
*Mulato no sentido de mestiço mesmo, deixando de lado toda a ideologia ancestral que transformado esta numa palavra “proibida” ou “politicamente incorreta”. Não usar o termo mulato não o torna um negro. Como “o mais poderoso do mundo”, Obama representa uma vitória sobre o preconceito racial.
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ARTE E PROPAGANDA!
 
Acho este viral abaixo muito legal! Foi uma intervenção promovida pela T-Mobile na Liverpool Station em Londres, logo de manhazinha, quando a turma vai trabalhar. Sem que o público soubesse, uma galera começa a dançar, ela vai crescendo e contagiando muitos. Foram oito semanas de planejamento e ensaios. O resultado foi um brinde à persistência. Depois deste bem sucedido Flash Mob, vários outros imitando este foram feitos mundo à fora. Veja agora o primeiro e original…

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Pedalando na Fé

Em uma manhã como essa, há cerca de dezessete anos, meu pai resolveu me levar
para andar de bicicleta. Naquele dia seria diferente, ele havia tirado as rodinhas e sua
intenção era das melhores – finalmente me ensinar a andar de bicicleta sem elas. Após
estacionar o carro e colocar a pequena bicicleta em minha frente, me ajudou a subir e
nesse momento, lembro-me de apenas algumas cenas. Elas aconteceram mais ou
menos assim:


É justamente deste momento que me lembro tão bem, do vento me abraçando, me
dando boas vindas, da bicicleta se tornando parte de mim, como se toda minha curta
vida, que não passava do que hoje seria mais ou menos nossa espera pela próxima
Olimpíada, se resumisse naquele inédito momento. Um momento que era para muitos,
apenas alguns minutos de uma manhã de um ordinário domingo do começo dos anos

Bibi, você deve se posicionar bem. Deixe seus pés sempre nos pedais e não
incline a bike nem pra um lado nem para o outro, está bem?

Tá bem. – respondi animada.

Tá confortável o assento? Vou erguer um pouco mais o banco, ok?

Ok. – e sai, esperando que ele consertasse o assento para que eu finalmente
pudesse andar livre (o sonho de todos nós, não é mesmo?), sem as lentas e
incômodas rodinhas.

Beleza, pode montar de novo.- respondeu, assegurando que eu estava
preparada.

Beleza, pai. – e com um balançar vertical da cabeça saí pedalando.

Meu pai narra essa história com muita felicidade, como se ainda estivéssemos
ali: “Você saiu andando como se já tivesse nascido sabendo” – ele lembra. – “Fiquei tão
impressionado, pensei para mim mesmo: nunca vi isso…”
Comicamente, naquele pátio de estacionamento não havia “quaisquer obstáculos”.
Era perfeito para o treino de pedalar em uma reta, sem ter com que se preocupar.
Entretanto, como às vezes são com as coisas boas, elas parecem durar pouco. Bem,
eu disse que não havia quaisquer obstáculos, não foi? Pelo menos foi isso que meu pai
pensou, quando viu um estacionamento tão grande, com apenas um postezinho de luz
no meio. E adivinha? Foi justamente na direção dele que eu fui pedalando.
Meu pai via sem acreditar a agulha no palheiro que representava aquele poste, tão
longe de onde ele havia me “despachado”, cada vez mais perto da pequena bicicleta.
Ora, eu havia me posicionado bem, estava me equilibrando com tamanha destreza
própria do Cirque du Soleil. Meu foco estava na bicicleta, na desenvoltura técnica, no
desempenho, e não na minha direção… e booft boom!


Certamente não vivemos com um cartão de imunidade à vida; infortúnios acontecem,
erros acontecem, acidentes acontecem. É a maneira como reagimos que nos edifica
fazendo com que nossos obstáculos resultem em crescimento, testando sobretudo
nossa fé.


Na Física, muito do que se move pode ser expresso por um vetor. Vetores são
caracterizados por terem módulo, direção e sentido. Assim também é com a grandeza
de nossa fé. Não adianta equilibrar-se, “fazer milagres”, e não ter a visão de entender o
que está à sua volta e dentro de você. Como está o vetor de sua fé?
Quantas vezes você já esteve em um momento assim? Em que parece que
tudo está dando tão certo e algo tão pequeno vem e causa uma mudança tão grande.
Talvez esse contexto que vivemos seja um exemplo. Ora, como algo microscópico
como um vírus pode ocasionar uma reviravolta que freia nações, deserta ruas e
comércios e faz com que até os canais de Veneza antes poluídos convidem golfinhos?!
Algo tão pequeno que fez com que a Monalisa não visse seus milhares de visitantes
diários, e agora, após pouco mais de um ano de pandemia, que o mundo inteiro
ansiasse pela mesma coisa – o fim dessa época e a “volta ao normal”.
Apesar de todos nossos esforços como sociedade, de nossas amarguras e
conquistas, só nosso Deus continua sabendo de todas as coisas! Mais do que tudo isso

Ele nos ama e tem cuidado de nós! Assim como meu avô gostava de falar e pintar:
“Jesus te ama!” Na última ligação que tive com ele, em agosto do ano passado,
perguntei se gostaria que eu tentasse levar uma bíblia, ou alguma coisa que o poderia
alegrar, mas o protocolo do Hospital de Campanha do Mané Garrincha naquela época
não permitia a entrada de objetos. No entanto, ele disse algo que nunca vou me
esquecer: “Minha filha, não se preocupe, eu estou passando o dia me lembrando de
tudo o que eu estudei na minha Bíblia. Lembro-me das passagens, dos versículos; são
neles que empenho meu tempo recordando.” Esse tempo está aqui com um propósito.
Não é apenas um mero postezinho.


Para termos fé, temos de ter uma visão do que é a fé. Temos que entender que ela
é um Dom de Deus. Para mover montanhas, aprendi que precisamos conseguir
enxergá-las primeiro, mesmo que seja apenas em nossos corações. Meu avô me
ensinou isso e aplicou esse tema em sua vida de diversas maneiras. Ele sempre
ofertava seu tempo e recursos no evangelismo juntamente com minha avó. Em suas
placas, que pintava com tanto amor, imprimia além de dizeres bíblicos – sua fé! Não
sabia quem as veriam, como elas tocariam o coração dos passantes leitores, mas ele
estava respondendo seu chamado! Diante de tudo isso, entendemos que essas experiências são muitas vezes formas que Deus escolhe para se comunicar conosco, para nos ensinar e guiar. Isso me
lembra que já passei por tantos perrengues com minha família no estrangeiro, por
incontáveis mudanças de cidades, conheci tantas pessoas… Tenho saudades dos


meus irmãos juntos, saudades de pessoas que já se foram, saudades as vezes até
daqueles grandes tombos, que ainda levo, aprendendo a falar, escrever e ler a língua
portuguesa corretamente.


Todos nós passamos por postezinhos dos mais variados na jornada de nossa fé.
Hoje posso tranquilamente dizer com relação a isso: – Ainda bem! Obrigada Senhor
pelo privilégio que é ser direcionada pelo Teu querer e não pela minha vontade.
Por fim, existem tantas outras coisas, que por ventos, pedrinhas, postes e conflitos acabaram não acontecendo – graças a Deus por isso! Tudo teve seus próprios motivos.
Deus estava me ensinando a andar de bicicleta, a Pedalar na Fé. Certamente, Ele
estava me direcionando e me levantando para um caminho de esperança, verdade,
felicidade, abundância de vida, amor, amizade, comunhão, justiça, perdão, misericórdia
e claro, de muitos desafios e sacrifícios!


É essa vitória que também desejo para você! E então? Vamos Pedalar na Fé?

O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
1 João 5:4

Ana Adib

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QUEM SOU EU? QUEM É VOCÊ?

O processo de conhecer e ser conhecido é tudo, menos óbvio.

Desde “as folhas de figueira” que nós tecemos para nos cobrir, que uma das mais árduas tarefas do homem é conhecer-se e dar-se a conhecer. Sim! Pois aquelas folhas não cobriam nossa nudez, mas apenas nossa vergonha. Ora, a maioria dos homens tem vergonha de quem é. Por isto se mantêm na tonga da milonga do cabuletê.

Ou seja: cobrindo o ser que ele pensa que é (e, frequentemente, nem mesmo sabendo o que seja) enquanto desfila de malandro livre. Em geral quando se tem, dizem que desejam dar-se a conhecer ou dar a conhecer algo de si, no máximo têm-se os que revelam as idealizações que fazem de si mesmos, ou, ainda, apenas os que revelam o que sabem que não são, porém, que julgam ser bom parecer de tal modo ante os que supostamente os percebem.

Na realidade a maior parte dos encontros humanos são encontros entre mascarados!

Daí a necessidade de gestão tão acentuada da imagem e de aparência, pois, de fato e de verdade, o que existe entre os humanos não é o que é, mas tão somente aquilo que alguém, de saída aparenta ser; e nada mais além de apenas isto.

São poucos os que não se casam com a aparência ou que não contratam a aparência funcional, pelo menos para tê-la em lugar de demonstração ou, então, paradoxalmente, em lugar de escusa para mostrar. Digo isto apenas porque também há os que casam com a aparência como não-aparência.

Ora, esses são os que somente escolhem o que para os outros não é belo, apenas para fazerem do que seja publicamente considerado feio ou não-bonito, a bandeira de seu desprendimento estético ou de sua profundidade espiritual — tudo, porém, fruto de complexo e de insegurança.

O comum, no entanto, quando se trata de se auto-enganar com quem o outro seja [sem ser], é que se projete sobre o outro aquilo que também ele não é, tudo como projeção e fantasia de nosso surto mágico de encontro. Ora, o trabalho de dar-se a conhecer como esgoto de emoções é fácil. É só deixar vazar a insensatez.

Derrame!…

Por isto é que a maioria das pessoas não seria amiga de si mesma se tivesse que sê-lo. Assim, como não seriam amigas de si mesmas e nem confiariam em ninguém que tivesse os sentimentos e pensamentos idênticos aos produzidos pela própria pessoa, a maioria vai fingindo, se escondendo, e, como resultado, apenas encontrando outras performances como demonstração de ser.

No fim ninguém conhece ninguém, e, quando conhece, deixa após conhecer! Dói muito conhecer-se a dar-se a conhecer de fato e de verdade.

Entretanto, como o mundo jaz no maligno, mesmo sendo chamados a viver sempre com sinceridade, somos também chamados a não darmos o nosso interior a conhecer aos homens que, como porcos, não amem pérolas, mas apenas babugem. Por isto é Jesus manda que sejamos simples como as pombas e prudentes como as serpentes.

Assim, no ambiente humano caído e desconfiado, a sabedoria manda que a auto-revelação seja sempre sincera nos princípios de toda declaração, mas prudente no revelar o que quer que seja tópico, pois, o ouvinte, muitas vezes, se não é fraco, é doente.

A aparência, todavia, é tudo o que não é; pois, mesmo a pessoa mais bela exteriormente, se não se fizer sustentar pela beleza do que tem no coração, se enfeia aos sentidos ainda que do ser mais apaixonado, tão logo a realidade demonstre o ser em sua verdade escondida pela aparência e pela performance.

Por isto é que não dá mais para casar para conhecer, pois, hoje, com todas as doenças de alma escondidas pela estética e pelas performances de comportamento social, um casamento assim [para ver como a pessoa é], quase sempre conduz à catástrofe, posto que as pessoas tanto não saibam quem de fato sejam, como também estejam, exteriormente, sempre anos trevas de distancia de quem de fato sejam no intimo.

Mais do que nunca se tem que conhecer para casar, senão não casa em casa alguma. Entretanto, quando alguém quer se enganar, chama até urubu de meu louro. Orar pedindo a Deus que abençoe nossos encontros sem encontro humano, é como pedir a Ele que abençoe a nossa escolha de casamento em um baile de mascarados nunca antes apresentados, e, de cujo ambiente, escolheremos aquele [a] que viverá conosco e nós com ele [a] para sempre.

O problema é que a Síndrome das Folhas da Figueira está mais presente em nós do que nunca.

Sem as vestes da Graça que Deus nos oferece para cobrir-nos, a fim de deixar-nos livres da vergonha de ser, o que resta ao homem é continuar recorrendo àquilo que não o veste de sua real vergonha, mas apenas o encobre ante os sentidos de seu irmão, a quem ele se apresenta como um mascarado, porém, com ilusão de que apenas ele mesmo esteja mascarado nessa festa, crendo assim que aquele [a] a quem tira para dançar no baile desta vida esteja com a cara supostamente descoberta, embora o proponente julgue que somente ele conhece e pratica tal malandragem aprendida no Jardim.

A Síndrome das Folhas da Figueira nos acomete de um modo tão sutil que nós mesmos pensamos que nós somos os únicos mascarados nessa festa a fantasia chamada de encontro social humano.

Em geral a família costuma ser o lugar do verdadeiro encontro humano, mas, hoje, ela está em extinção em quase todas as perspectivas!

Assim, sem treino na verdade, quebramos a cara e pagamos caro pela nossa ignorante presunção; pois, de fato, todos estamos ainda muito vestidos de folhas de figueira e cobertos de mascaras faciais, e, portanto, todos carecemos da revelação da glória de Deus, a fim de sermos salvos de uma existência que encontra, encontra, e, quase nunca acha ninguém…

(Contribuição: Reverendo Caio)
E, assim, vai se cantando; “If you dont know me by now”…

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FAMÍLIA, ESCOLA PARA A VIDA?

Por Bosco Esmeraldo

Nos tempos bem antigos, havia o costume de escravizar os povos conquistados. Era algo bastante constrangedor. A primeira coisa que faziam era destruir sua cultura, a começar pela língua materna. Era-lhe imposto o aprendizado da língua do conquistador. Tudo o que o ligasse ao passado era mister que fosse destruído a fim de tornar esse povo aculturado, sem vínculo com o reino de origem. Valia tudo: religião, língua, costumes, nação, principado etc. Um povo sem cultura, sem referencial sem sonhos é facilmente conquistado e dominado.


As princesas virgens eram tomadas para concubinas reais, enquanto que os príncipes eram castrados e direcionados para uma casa especial onde ficavam sob a direção do chefe dos eunucos, também castrado. Esses tais teriam a honra e o privilégio de servir diretamente na presença no seu novo rei. Particularmente não vejo nisso honra, muito menos privilégio.


Por trás dessa prática, estava uma segurança para o conquistador: encerravam-se as dinastias dos conquistados, dando, pelo menos nesse modo de ver, a garantia de que não haveria qualquer insurreição. Aquele povo perdia a sua liberdade, tornando-se escravo, tutelado. Esse era um costume bem comum, na antiguidade, como entre os assírios, caldeus e os romanos. Alexandre Magno foi um grande conquistador, mas tinha uma postura bem diferente. Eu diria que ele se utilizava de uma administração autóctone, visto que aproveitava os recursos humanos do próprio povo conquistado. Em vez de destruir a cultura do povo em conquista, a preservava, além de difundir a sua cultura (helênica). Também aproveitava o que havia de melhor entre aquele povo e o colocava em cargo de destaque. Mas os rebeldes, eram castigados com rigor se não demonstrassem qualquer possibilidade de mudança positiva. Porfiam até ser mortos para exemplo dos demais.


Encontramos aqui uma tênue linha de comparação com nossa vida e suas fases. O nosso presente é o resultado da condução familiar dos primeiros anos de nossas vidas e isto refletirá nas demais fases.
Como nos exemplos de conquistadores, há pelo menos quatro tipos de pais: presente ativo, presente omisso, ausente co-participativo e ausente total. Dos pais presentes podemos ainda encontrar o construtor e o castrador / demolidor.

Da infância à adolescência, a criança está desenvolvendo o seu caráter e personalidade. Dependendo do estímulo recebido no seio familiar, esta será um cidadão (ou cidadã) maduro ou defectivo. Esta é fase do aprendizado. É a fase da moldagem. Enquanto a massa está mole, se amolda a qualquer forma, a depender do molde. Ainda há tempo de mudar para a forma desejada.
Os pais devem agir com amor, equilíbrio e determinação. Têm de ser empáticos, equânimes e coerentes. Também devem agir em consenso mútuo, numa só direção. Divergência nas resoluções paternas causarão danos irreparáveis no caráter e personalidade dos filhos. De igual modo, a falta de respeito entre os cônjuges resultará em filhos desequilibrados e sem perspectivas ou objetivos. Serão “eternos” tutelado sem independência.


. Na fase adulta, dificilmente uma pessoa com essa deformação personalística será bem-sucedida. As chances são mínimas, mas ainda bem que há a menor possibilidade de mudança. Observamos que alguém de bom caráter pode se corromper a depender da companhia e má influência. Sabemos que as más conversações corrompem os bons costumes. Se é possível desviar-se do bem, creio que, de igual modo, é possível restaurar indivíduo de má índole. Basta que este reconheça o seu estado defectivo e queira que a mudança certamente virá, bastando, para isso, afinco e perseverança. Infelizmente, a lei do menor esforço geralmente prevalece ante qualquer mudança.

. Na maturidade, como já exposto acima, podemos nos reciclar e ter mudanças significativas. É preciso, no entanto, vencer a inércia e perseverar até alcançar o objetivo desejado. Dizem que a inércia é vencida após vinte e um dias de perseverança. Aposte nisso!


. A senilidade ou envelhecência, costumo compará-la à fase da colheita. A qualidade de vida nessa etapa depende, e muito, de como vivemos as duas primeiras. Postura, qualidade da alimentação, exercícios nas fases da infância à maturidade são fatores fundamentais que determinarão a qualidade de vida na terceira idade.


Na verdade, só colhemos o que plantamos e isto em quantidade bem maior do que plantamos.


Por fim, um outro reino diferente de todos os demais. Um reino onde o Sumo Pontífice ama até os seus inimigos de tal forma que não hesitou sacrificar seu único Filho, para resgatar a todo aquele que aceitar o seu plano de libertação. Um plano totalmente contrário à lógica humana: para ser liberto precisa se tornar seu escravo; para receber primeiro deve saber dar e para receber perdão, antes precisa aprender a perdoar, perder para ganhar, e, pasmem, morrer para poder viver. Para isso alcançar, crer para ver e confiar cegamente no Todo Poderoso. Minha mente lógica, calculista cansou de procurar uma razão para isto, mas nada entendeu, porque isto é uma questão básica de fé. Fé que só alcançamos pelo ouvir, e ouvir pela Palavra, o Rhema de Deus. Agora sim. De posse dessa fé, dom sobrenatural, entendemos e excedemos o nosso entendimento.


. De qual tipo de reino temos vindo?
. Que tipo de reino nos tem conquistado?
. Temos repetido as mesmas práticas familiares ou temos procurado mudanças para melhor?
. Lembremos que nossas opções determinam nossa tomada de decisão.

” Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu único Filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna “.

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NÃO TENHO MAIS TEMPO. AGORA É TARDE…

Por Leônidas Almeida

A vida passa à toque de caixa e quando olhamos para trás vemos que os anos se foram e não temos como voltar. Avaliamos nossas escolhas, algumas boas outras nem tanto. Escolhas da profissão, estudos negligenciados, amizades equivocadas, relacionamentos mal conduzidos, conflitos não resolvidos e mal processados que acabaram por gerar muitos contratempos e atalhos na nossa caminhada. Muitas vezes nos sentimos um tanto derrotados, desanimados e numa posição de inércia, não pelo fato de estarmos na pior, pois comparando com outras pessoas, conseguimos até bons resultados, mas será que poderia ser diferente? Ah! Se pudéssemos voltar atrás! Tomaríamos outras decisões que pudessem mudar o curso de nossa vida?

De tanto pensar nestas questões acabei tendo um sonho numa noite destas. Parecia que voltara no tempo 30 anos, mas com a fisionomia atual. Andei pela rua onde morava e me via ali brincando e conversando com antigos amigos, alguns rostos familiares, sendo que uns se tornaram médicos, outros empresários, promotores, juízes e infelizmente, alguns já não estão em nosso meio e outros presos. Fiquei no local, assistindo tudo aquilo de longe, depois tomei coragem e com muito cuidado aproximei de mim mesmo. Tentei ser cordial comigo mesmo, mas para meu espanto, aquele eu ainda não era eu. Ele simplesmente me renegou. Tentei falar das coisas boas que poderia pensar e fazer, mas eu ria de mim mesmo, foi impossível manter o diálogo, poderia ficar ali o dia todo que não conseguiria nada comigo mesmo, então desisti de mim mesmo e acordei.

Fiquei impressionado com esta experiência, pois a carga emocional foi intensa. Então nos dias seguintes comecei avaliar melhor meu próprio currículo de vida e passei a perceber o tanto que Deus foi bom comigo. Ele não desistiu de mim, me atraiu sempre para si, mesmo na escuridão, pude perceber em pequenos fatos e até mesmo as grandes oportunidades que Deus me proporcionou. Minha vida poderia ser melhor? Sem duvida que sim, mas não será olhando para trás que tentarei mudar meu presente, sendo que o meu presente diante de Deus ainda faz parte do plano que ele tem para minha vida.

Se você, assim como eu, às vezes é tomado por este tipo de crise e retruca consigo mesmo, dizendo: “Seu eu fizesse assim; se eu optasse por tais escolhas, certamente minha vida seria diferente”. De fato, muitas coisas poderiam ser diferentes, mas e daí? A realidade é o aqui e agora, é neste contexto que ainda pulsa meu coração, é nesta realidade que ainda avalia e decide minha consciência, se algo ainda tem que acontecer comigo, tem que ser a partir de hoje.

Continuo a chorar o leite derramado ou me abro para as mudanças que Deus ainda quer fazer em minha vida? Mas e o tempo já foi? Você pode se questionar: Agora não dá mais, perdi minhas oportunidades, não me resta muito a fazer. Neste sentido quero te contradizer um pouco. O sentido de tempo para Deus esta num plano diferente do nosso, o tempo em que vivemos é linear (chronos), estamos presos neste tempo enquanto vivemos neste mundo. Deus opera no kairós, ou seja, é o tempo em que Deus intervém na história de nossa vida trazendo outros sentidos e projetos, dando condições de mudanças profundas em toda dimensão do nosso ser. Conforme explica o teólogo Paul Tillich acerca do kairós: “Seu sentido original – o tempo oportuno, o tempo de agir – deve ser contrastado com o chronos, o tempo mensurável ou tempo do relógio. O primeiro é qualitativo, o segundo, quantitativo. A palavra inglesa ‘timing’ expressa algo do caráter qualitativo do tempo, e se falássemos de um ‘timing’ de Deus em sua atividade providencial, este termo se aproximaria da palavra kairós. No grego corrente, a palavra significa ‘a boa oportunidade para uma determinada ação’. Assim a consciência de um kairós é uma questão de visão. Ele não é objeto de análise de cálculos, é uma experiência existencial”.

Portanto, kairós é o tempo das transformações, acontecimentos que poderiam durar anos e anos para ocorrerem. O ‘tempo de Deus’ poder ocorrer num abrir e fechar de olhos. Foi no grande kairós que Deus enviou seu filho Jesus e mudou a história da humanidade. Foi no kairós que ocorreram os grandes avivamentos da história da Igreja, foi no kairós que o mar se abriu para o povo passar, caso contrário, todos pereceriam, foi no kairós que os milagres aconteceram e transformaram vidas. Portanto, no ‘kairós de Deus’ não existe muito ou pouco tempo para produzir mudanças significativas em nossas vidas, assim tenha bom ânimo: É tempo de Deus na sua vida!

2 Coríntios 5:17
E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

Leônidas Almeida

Maio de 2011

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A banda sueca Roxette fez muito sucesso nos anos 80s e início dos 90s. Totalmente Pop, mas de ótima musicalidade. Esta música, que embalou minha juventude, hoje só pode ser ouvida na Rádio Antena 1…
A melodia é linda e a letra triste, pois fala de alguém que está perdendo o seu tempo por estar preso no passado.

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EXPLICAÇÃO: EU EXIJO UMA!


As crianças pedem explicação para tudo. Legal como elas são honestas e se assumem ignorantes, ao contrário de muitos de nós. Porque isto? Porque aquilo? E os pais sempre procuram como heróis, ter uma explicação para tudo, mesmo que, de fato, não a tenha.
Mas, com Deus não é assim. Deus não é uma explicação. “Deus é amor”.

Muitos cristãos tentam usar Deus como uma explicação para isto, para aquilo, para o início e para o fim das coisas. Mas não. Deus não é uma explicação, mas amor. Alguns usam deus como o limite do conhecimento, neste sentido, o que era atribuído a Deus séculos atrás, por pura falta de explicação, hoje não mais o é. Assim Deus foi perdendo o status de explicação para alguns mistérios. Mas para o que ainda não há explicação hoje, alguns dizem logo: “Isto é Deus!”

Noutro sentido, Deus também não está muito interessado em sair explicando as coisas. Ele quer que saiamos amando as pessoas! Assim como Cristo, não explicou claramente o porquê dos aleijados e doentes, mas limitou-se a curá-los. Devemos também, sobretudo amar. As explicações das coisas, do seu sofrimento, da enfermidade na família, do desemprego inesperado… Pode ser que venham, pode ser que não. Mas isto não me impede de fazer o bem e desejar o bem para você. O personagem Jó morreu sem receber explicações e nem por isso deixou de amar e acreditar em Deus.

Explicação é coisa para a ciência, invenção humana. Uma explicação fraquinha, pálida, insossa e engatinhante, mas ainda assim, a ciência é alguma uma explicação; a melhor que o homem conseguiu criar até hoje para saciar sua fome inata por explicações.

A ciência de ontem é uma piada engraçada perto das descobertas magníficas de hoje. As aplaudidas descobertas de hoje serão piadas ainda mais cômicas perto das descobertas sensacionais que virão daqui a cem anos… E assim sucessivamente.

Ainda somos ignorantes e o maior dos ignorantes é o que isto ignora, posto não estarmos no fim da história. A ciência ainda engatinha, pois ela está encarcerada aos limites intelectuais da humanidade míope.

Ao contrário dos pais humanos que querem ter uma resposta para quase tudo o que suas crianças perguntam. Deus não nos explica “como” Ele criou o homem, Ele apenas conta que Ele criou o homem. Pronto. Eu creio ou não. Ele não se importa tanto. Nós nos incomodamos muito. O “como” é papel da ciência, serva do homem e, um dia talvez, ela chegará perto do conhecimento pleno do “como”.

Ah! Se Deus explicasse hoje, nem a ciência entenderia posto ainda ser engatinhante. Mas Ele não explica, ele ama.

Jesus, ao contrário de alguns cristãos, não está preocupado em dizer “como” Deus fez isto ou aquilo, mas preocupa-se em curar, abençoar, dar a paz, tentar extirpar o orgulho, vaidade e arrogância… Preocupa-se em ensinar que a gente deve fazer o bem e tentar não fazer o mal. Mas o livre arbítrio desta tentativa é todo nosso.

Buscar muitas explicações em Deus ou afirmar que Deus é uma explicação para o que o homem ainda não descobriu é de um infantilidade própria dos que n’Ele não acreditam e que ficam explicando como Ele “não” fez as coisas.

Ame, sem explicar ou pedir explicações. O mundo agradece.

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E por falar nas inexplicáveis razões espirituais pelas quais passamos ou nascemos com problemas, este filme é tão sensacional que nem parece publicitário, nos conta uma linda estória de superação. Emocionante!

 

 

 

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